O Botafogo vive um momento de atenção nos bastidores financeiros enquanto tenta equilibrar as contas durante o processo de Recuperação Judicial. Os números mais recentes mostram o tamanho das obrigações da SAF e também apontam para um cenário de caixa bastante apertado até o fim de 2026.
Segundo informações do jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo, a Botafogo SAF registra um passivo de R$ 3,5 bilhões. O valor consta no relatório de acompanhamento da Recuperação Judicial, que também aponta uma previsão de terminar dezembro com apenas R$ 5,3 milhões em caixa.
Entre as principais obrigações estão R$ 967 milhões relacionados a negociações de jogadores, R$ 715 milhões em empréstimos, R$ 482 milhões em impostos e outros R$ 835 milhões reservados para repasses futuros.
A situação do caixa também chama atenção. Algumas vendas de jogadores que estavam previstas para o segundo semestre de 2026 não aconteceram e foram reprogramadas para 2027. Até a entrada desses valores, a projeção é de que o clube tenha R$ 15,4 milhões disponíveis em setembro e chegue ao fim de dezembro com R$ 5,3 milhões.
A SAF busca novos empréstimos para manter o fluxo financeiro e cumprir os compromissos previstos durante o processo de recuperação.
Nos contratos de empréstimo analisados no relatório, a GDA Luma aparece como a principal credora da SAF. O Botafogo deve cerca de R$ 462,8 milhões à empresa, e o plano prevê a possibilidade de transformar os créditos desses empréstimos em participação na SAF. A operação pode fazer com que a empresa se torne a nova controladora do Botafogo, em um movimento que está ligado à reestruturação financeira do clube.
O relatório também apresenta grandes ajustes nos valores relacionados ao Grupo Eagle, de John Textor, e ao Botafogo de Futebol e Regatas. As alterações são de natureza contábil e não significam, por si só, que as respectivas dívidas tenham sido quitadas.


