O Corinthians encerrou a última janela de transferências sem atingir a meta de arrecadação estipulada em 25 milhões de euros líquidos, valor equivalente a R$ 148 milhões. O resultado negativo ocorreu após as negociações para as vendas de André e Breno Bidon fracassarem.
A manutenção do atual grupo de jogadores gerou alívio interno, pois o clube sofre com três punições ativas na Fifa e está impedido de registrar reforços. Apesar disso, a diretoria reconhece que o descumprimento do planejamento cria um cenário financeiro crítico.
O balanço do primeiro semestre confirmou um déficit acumulado de R$ 246 milhões. O orçamento da temporada projetava faturar R$ 151 milhões com repasse de direitos federativos e mecanismo de solidariedade, mas o saldo alcançado até o fim de junho foi pouco inferior a R$ 3 milhões.
A cúpula alvinegra já havia evitado negociar atletas no início do ano para priorizar o desempenho em campo, abdicando dos 12,5 milhões de euros previstos inicialmente. Consequentemente, a necessidade de vendas foi repassada para o período de meio de ano, que terminou sem acordos concretizados.
O departamento de finanças analisa alternativas para compensar os valores que deixaram de entrar nos cofres. Segundo informações apuradas pelo portal ‘GE’, a direção estuda a possibilidade de antecipar até 30% das receitas projetadas para o calendário de 2027.
As vendas travadas nesta janela tiveram motivos distintos. O Nottingham Forest chegou a oferecer 12 milhões de euros por André. No entanto, o time inglês recuou assim que o Corinthians fez uma contraproposta exigindo 15 milhões de libras fixas e mais 6 milhões atrelados a bônus.
A situação de Breno Bidon esbarrou nos prazos da janela turca. O Besiktas sinalizou que pagaria 18 milhões de euros parcelados pelo atleta. Como a equipe europeia não enviou a documentação oficial até a véspera do fechamento do mercado, o empresário do jogador encerrou as tratativas.


