O Corinthians terá um desfalque de peso para o primeiro duelo das quartas de final da Libertadores. Yuri Alberto voltou a sentir dores durante o processo de recuperação de uma lesão muscular e não estará à disposição de Fernando Diniz na partida contra o Estudiantes, marcada para a próxima quarta-feira (9), na Argentina.
A situação preocupa porque o centroavante estava avançando no tratamento. Depois de passar pelo departamento médico, Yuri chegou a participar de dois treinamentos com bola e dava sinais de que poderia retornar justamente em um dos compromissos mais importantes da temporada. No entanto, a evolução acabou sendo interrompida.
O atacante apresentou novamente fortes dores na parte posterior da coxa direita. O problema está relacionado ao surgimento de uma fibrose na região que havia sido cicatrizada, o que obrigou o jogador a retornar às atividades internas do departamento médico.
Por enquanto, não existe uma previsão oficial para a volta aos gramados. A principal esperança do Corinthians é conseguir recuperar Yuri Alberto para o segundo confronto com o Estudiantes, marcado para o dia 16 de setembro, na Neo Química Arena. Até lá, porém, o clube terá de administrar a situação sem uma de suas principais referências ofensivas.
A ausência ganha ainda mais peso quando os números da temporada são analisados. Com Yuri em campo, o Corinthians apresenta 59,4% de aproveitamento, somando 14 vitórias, dez empates e oito derrotas em 32 partidas. Sem o camisa 9, o índice cai para 43,8%, com apenas seis triunfos em 16 jogos.
A produção ofensiva também sofre impacto. O time marcou 35 gols com Yuri Alberto em campo, enquanto balançou as redes apenas 17 vezes nos compromissos em que ele não atuou.
Alternativas para Fernando Diniz
Além de Yuri, Memphis Depay também se recupera de dores musculares, aumentando o problema para Fernando Diniz. Dessa forma, Pedro Raul aparece como a alternativa mais provável para começar diante do Estudiantes, embora enfrente pressão por parte da torcida.
Outra possibilidade é Gui Negão, jovem formado nas categorias de base. O atacante oferece mais velocidade ao setor, mas ainda possui pouca experiência em partidas internacionais de alto nível.


