O Corinthians segue monitorando o mercado de transferências com foco na temporada de 2026. Uma das principais possibilidades em análise é o atacante Pedro Rocha, de 31 anos, que se destacou pelo Remo na Série B. Com contrato encerrando no dia 30 de novembro, o jogador estará livre para assinar com qualquer clube sem custos de transferência.
A diretoria alvinegra vê em Pedro Rocha uma alternativa para aumentar a competitividade ofensiva da equipe. O nome do atacante já foi aprovado internamente pelo técnico Dorival Júnior e pelo coordenador de futebol, Fabinho Soldado. O perfil do jogador agrada especialmente por sua versatilidade e desempenho recente, apesar de o clube ainda enfrentar restrições por conta do transfer ban, o que pode atrasar qualquer formalização de acordo.
Mesmo diante da possibilidade de propostas externas, Pedro Rocha optou por seguir no futebol brasileiro. O atacante recusou abordagens de clubes do exterior, priorizando disputar a Série A em 2026. A decisão sinaliza sua intenção de permanecer em destaque no cenário nacional e amplia as chances de um acerto com o Corinthians, ainda que outras equipes brasileiras também estejam de olho na sua situação contratual.

A atuação de Pedro Rocha em 2025 chamou atenção não apenas pelo número de gols — foram 15 marcados —, mas também pela contribuição em assistências, com oito passes decisivos ao longo da competição. Esses números o colocaram como artilheiro da Série B e o tornaram peça-chave na campanha do Remo.
Além dos números expressivos, o atacante apresenta características que se encaixam no estilo de jogo de Dorival Júnior. Atua preferencialmente pelo lado esquerdo, mas também é capaz de jogar pela direita ou como segundo atacante. Seu ponto forte é a velocidade combinada com o drible curto, sendo eficaz nos confrontos diretos com defensores. Ele também se destaca por buscar diagonais e infiltrações que abrem espaços no setor ofensivo.
No modelo tático adotado por Dorival, Pedro Rocha poderia ser utilizado em um 4-2-3-1 como ponta agudo, ajudando a manter a amplitude do campo e sendo uma peça importante nas transições rápidas. Ao lado de Yuri Alberto, por exemplo, teria função de acelerar os contra-ataques e romper linhas adversárias. Contudo, ainda precisa evoluir defensivamente para se adaptar à exigência de recomposição constante, uma marca das equipes comandadas pelo treinador.


