O Corinthians atravessa um momento delicado no Campeonato Brasileiro. A equipe comandada por Dorival Júnior sofreu nova derrota — desta vez para o Red Bull Bragantino — e, além da instabilidade em campo, enfrenta sérias limitações ofensivas.
O cenário se agravou para o confronto contra o Ceará, marcado para quarta-feira (16), às 19h30 (horário de Brasília), quando o time não poderá contar com Ángel Romero e Memphis Depay, ambos suspensos, e Yuri Alberto, ainda em recuperação de fratura na coluna.
A escassez de opções obrigará o treinador a recorrer a alternativas pouco testadas. Talles Magno deve ser titular, enquanto Kayke e Gui Negão, revelados pelas categorias de base, completam o leque ofensivo. Héctor Hernández, que perdeu espaço, sequer foi relacionado na última rodada.
Necessidade urgente de contratações
A limitação do plantel é evidente. Apesar de contar com nomes como José Martínez, Garro, Carrillo e Depay, o time tem dificuldade para manter rendimento quando precisa recorrer ao banco. A queda de desempenho nas substituições foi clara no revés por 2 a 1 diante do Bragantino, o quarto jogo seguido sem vitórias.
O próprio Dorival reconheceu a urgência por novas peças. Sem cobrar diretamente a diretoria, deixou clara sua expectativa: “Temos que buscar opções no mercado que nos dê um leque maior, para termos um elenco mais forte”.
Diagnóstico estrutural e entraves financeiros
A diretoria, representada por Fabinho Soldado, busca reforços. Entretanto, o clube enfrenta sérias dificuldades econômicas. Sem capacidade de investimento imediato, as tratativas dependem de criatividade e poder de negociação.
Um exemplo recente foi a tentativa de contratar Biel, do Sporting, que não avançou devido à alta pedida. Carlos Vinícius, ex-Fulham, foi oferecido, mas ainda está sob avaliação interna.
Até o momento, o único reforço da temporada foi o lateral Fabrizio Angileri. Saídas também afetaram a profundidade do grupo, como os desligamentos de Alex Santana e Igor Coronado.
Produção ofensiva e números do ataque
Desde que assumiu o comando, Dorival viu sua equipe marcar apenas 12 gols em 12 jogos. Apenas contra o Internacional, em Itaquera, o Corinthians conseguiu balançar as redes mais de uma vez. O próprio técnico relacionou a baixa produtividade à ausência de Yuri Alberto:
“O que estamos precisando é aquilo que tivemos nos momentos em que o Yuri esteve em campo, que foram os gols”.
Perspectiva interna e discurso técnico
Mesmo diante das limitações, o treinador evita críticas diretas à diretoria. Após a derrota mais recente, reiterou o foco no grupo atual e o compromisso com o planejamento:
“Não fico a todo momento questionando o porquê de uma coisa ou outra ainda não ter acontecido. O importante é que o trabalho está sendo desenvolvido e temos que valorizar quem aqui está”.
A diretoria, por sua vez, prioriza a contratação de atacantes de beirada para suprir a lacuna no setor. A pressão aumenta a cada rodada, enquanto a escassez de peças segue comprometendo o rendimento no campeonato.