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Que situação! Ex-Corinthians vive nas ruas por causa do vício

Pouco antes de completar 50 anos, Régis Pitbull enfrenta uma realidade muito distante daquela vivida durante sua carreira no futebol profissional. Revelado no futebol paulista e com passagens por clubes como Corinthians, Vasco e Ponte Preta, o ex-atacante atualmente está vivendo nas ruas de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, enquanto tenta lidar com uma grave dependência de crack.

Régis está há aproximadamente dois meses sob uma estrutura improvisada em uma praça do bairro onde nasceu e cresceu. No cotidiano, conta com a solidariedade de comerciantes e pessoas conhecidas da região para conseguir alimentação, carregar o telefone celular e utilizar um banheiro.

Apesar da situação extremamente delicada, o ex-jogador afirma reconhecer o próprio problema com as drogas. Ainda assim, ele tem resistido às tentativas de familiares e conhecidos de encaminhá-lo para uma clínica de recuperação ou oferecer uma alternativa de moradia.

A posição de Régis é de que não deseja ser tratado com pena e acredita que um emprego poderia ajudá-lo a reconstruir a própria vida. Em meio ao momento de vulnerabilidade, porém, fez um desabafo que expõe a dimensão de seu sofrimento: “Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor”.

A queda enfrentada pelo ex-atleta também envolve problemas financeiros e judiciais. Em 2025, ele foi preso após uma briga em um condomínio onde morava. Depois, o descumprimento de medidas determinadas pela Justiça agravou ainda mais sua situação.

Além disso, o único imóvel que permanece registrado em seu nome corre risco de ser perdido por causa de uma longa dívida envolvendo condomínio e IPTU, acumulada ao longo de mais de 20 anos.

Do futebol profissional à luta pela sobrevivência

O envolvimento de Régis com as drogas remonta ao período em que ainda atuava profissionalmente. Durante a carreira, o ex-atacante foi suspenso em duas ocasiões após exames detectarem o uso de maconha, em 2001, pelo Bahia, e em 2008, quando defendia o Rio Branco-MG.

Depois de deixar os gramados definitivamente, em 2012, a dependência se agravou e passou a envolver crack. Anos mais tarde, em 2022, Régis buscou tratamento e ficou internado, mas não conseguiu manter a recuperação após deixar a clínica, sofrendo uma recaída poucas semanas depois.