Seedorf no Corinthians: saiba por que o clube apostou no perfil do técnico

O Corinthians apostou no perfil de Seedorf para assumir o comando da equipe. Segundo o jornalista Samir Carvalho, do UOL, a escolha do treinador holandês passou pela avaliação de que ele poderia impor mais autoridade ao elenco em um momento de pressão por resultados.

Além do perfil linha-dura do ex-jogador, a contratação também teria influência do executivo de futebol Marcelo Paz e de Memphis Depay. De acordo com o jornalista, o nome de Seedorf não passou pela alta cúpula política do Parque São Jorge, o que teria provocado desgaste para o presidente Osmar Stabile.

“O nome do Seedorf não passou pela alta cúpula lá do Parque São Jorge, o grupo que apoia o Osmar Stabile na semana em que ele tem que registrar a sua candidatura ou não. Ele perde força política no clube por conta da contratação, já que foi o nome do Marcelo Paz. Passa pelo Memphis? Passa pelo Memphis. Podem negar, mas quem sabe ali, apurando no Parque São Jorge, no CT, sabe que passa sim pelo Memphis.”

A escolha de Seedorf acontece em meio à necessidade de reorganizar o Corinthians dentro de campo e administrar a pressão sobre o elenco. A expectativa é que o novo treinador consiga estabelecer uma rotina de trabalho mais exigente e cobrar maior comprometimento dos jogadores na reta final da temporada.

O custo do acordo também virou assunto nos bastidores. Segundo o jornalista, o salário da comissão técnica de Seedorf será de R$ 1,7 milhão por mês, cerca de R$ 200 mil a mais do que recebia a equipe comandada por Fernando Diniz.

A contratação também será discutida pelo Conselho Deliberativo. De acordo com o colunista, Osmar Stabile e Marcelo Paz foram convocados para prestar esclarecimentos na sexta-feira (16), em uma reunião extraordinária. A cobrança envolve tanto a escolha do treinador quanto os valores do contrato.

Seedorf terá o desafio de transformar a expectativa em resultados e justificar a aposta do Corinthians em seu perfil de liderança. Enquanto isso, a diretoria vai precisar administrar as divergências internas provocadas pela decisão.