O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, explicou por que não mandou a campo um time com mais atletas das categorias de base do clube, no confronto com o Vasco da Gama, no sábado (29). O treinador explicou que durante a preparação para o duelo, refletiu sobre apostar nos jovens talentos.
Segundo ele, no time que começou a partida havia “juventude” e que é uma tradição do Cruzeiro apostar nos jogadores oriundos das categorias de base.
“Nós falávamos muito daquilo que é a base e podiam ser opções. Obviamente que podiam ser opções, mas atente ao 11 inicial do Cruzeiro de hoje, se queremos falar de juventude. E nós não podemos reduzir aquilo que é a aposta do clube em jovens, em jogadores saídos da sua formação, daquilo que possam ser jogadores de sub-20, ou de sub-17”, iniciou.
Artur Jorge destacou que optou por vários atletas com menos de 23 anos de idade, como Zé Lucas, o autor do gol cruzeirense Filipe Morais, o goleiro Otávio, João Costa, Kenji e Néiser Villarreal.
“Tivemos o Zé. Tivemos o Filipe, que entrou depois. Temos o João, temos o Otávio, temos o João Costa também, Kenji, todos os jogadores, o próprio Néiser, todos os jogadores com menos de 23 anos, que de fato tiveram hoje a oportunidade”, disse.
Ao pontuar isso, Artur Jorge descartou a crítica de que poderia ter usado ainda mais atletas das categorias de base. Segundo o treinador, ele fez isso e projetou continuar utilizando esses jogadores.
“Nós poderemos por abaixo com aquilo que podiam ser as opções e onde nós já demos mais do que uma vez provas de que estamos atentos à nossa base, de que temos jogadores que nós apostamos também. E que possam ser válidos para jogos, não este, mas para outros, como aconteceu num passado muito recente também”, disse.


