O Botafogo venceu o Cruzeiro por 1 a 0 no último domingo (26), no Mineirão, com gol de Gabriel Justino, e manteve a boa sequência após a pausa para a Copa do Mundo. O Glorioso segue invicto no período, com duas vitórias e um empate em três partidas disputadas, incluindo um jogo atrasado do Campeonato Brasileiro.
Após o confronto, o técnico Franclim Carvalho comentou o reencontro com Artur Jorge, ex-comandante do Botafogo e atual treinador do Cruzeiro. O português destacou a amizade entre os dois, mas ressaltou que a rivalidade fica em campo durante os 90 minutos.
“Claro que se eu tenho amigos do outro lado é diferente, mas durante os cento e poucos minutos nós esquecemos isso. Eu sou um pouco nervoso, digamos assim. Vivo um pouco o jogo. Nesse jogo tem que ter uma forma de estar diferente. Tenho amigos do lado de lá. Como eu disse, era importante eu sair no final sorrindo. Sorriu para nós, ainda bem. Mas eu desejo muito sucesso a eles, exceto quando jogarem contra nós”, disse Franclim.
Os dois profissionais construíram uma trajetória de sucesso juntos. Franclim foi auxiliar de Artur Jorge na campanha histórica de 2024, quando o Botafogo conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores. Antes disso, ambos também trabalharam no Al-Rayyan, do Catar, até seguirem caminhos diferentes com a chegada de Franclim ao clube carioca.
Ao recordar essa parceria, Franclim destacou a importância de Artur Jorge em sua carreira e fez questão de exaltar toda a antiga comissão técnica.
“Obviamente o Artur é uma pessoa muito importante na minha carreira e na minha vida. Depois tem também o João Cardoso, o André Cunha e o Tiago Lopes. Nós fizemos um percurso durante alguns anos, um percurso vitorioso. Depois aconteceu de cada um seguir por outro caminho. O Artur e a comissão estão na história do Botafogo e ninguém vai apagar isso, porque o ano de 2024 fica na memória de todo mundo.”
Além disso, o treinador reforçou o reconhecimento que considera merecido aos responsáveis pela temporada histórica do clube.
“Todos os botafoguenses devem estar gratos ao Artur, à comissão, às pessoas que já saíram, também aos jogadores: o Bastos, o Barboza, o Marlon, essa turma toda. Porque efetivamente estão na história do clube.”


