quarta-feira, setembro 9, 2026
21.4 C
São Paulo

De ex-capitão a sem espaço: Artur Jorge explica situação de Lucas Silva no Cruzeiro

Lucas Silva vive um momento diferente no Cruzeiro em relação ao início da temporada. Um dos jogadores mais experientes do elenco e símbolo recente da história do clube, o volante perdeu espaço nas escolhas de Artur Jorge e deixou de aparecer entre as principais opções para o meio-campo da equipe.

A mudança ficou evidente depois da partida contra o Goiás, pela Copa do Brasil, em abril. Na ocasião, Lucas Silva foi titular e permaneceu em campo durante os 90 minutos no empate por 2 a 2. Acontece que, desde então, o jogador não voltou a iniciar uma partida nem a atuar durante todo o confronto pelo Cruzeiro.

Depois da pausa para a Copa do Mundo, a participação do volante ficou ainda mais reduzida. Lucas Silva entrou em campo somente três vezes nesse período e, nas três oportunidades, saiu do banco de reservas. Inclusive, não permaneceu em campo por 45 minutos em nenhuma delas.

A situação, entretanto, não está relacionada a qualquer problema entre o jogador e o treinador. Artur Jorge fez questão de elogiar Lucas Silva e destacou a importância que o volante possui no elenco, mas explicou que suas decisões estão diretamente ligadas às características que pretende implementar no Cruzeiro.

“Eu adoro o Lucas Silva, é um jogador de caráter. O fato de ter jogado menos tempo tem a ver apenas com o que é a dinâmica e a estrutura habitual deste Cruzeiro”, disse o português.

Segundo o treinador, o modelo atual exige jogadores com grande capacidade de movimentação e intensidade, principalmente durante os momentos sem a bola. Essa característica tem pesado na disputa por espaço.

“Ele tem menos tempo de jogo porque priorizo jogadores com um nível maior de rotatividade e, quando falo de rotatividade, é sobre aquilo que é o seu andamento mais alto (sem bola). Com bola, é dos melhores que nós temos”, completou.

Artur Jorge utilizou justamente o duelo com o Athletico como exemplo. Para o português, a pressão exercida pelo Cruzeiro sobre o meio-campo adversário foi fundamental para impedir que os jogadores do time paranaense tivessem liberdade para construir as jogadas.