A primeira convocação de Carlo Ancelotti após a Copa do Mundo trouxe uma novidade especial para o Cruzeiro. Em meio ao processo de renovação anunciado pelo técnico italiano, Otávio apareceu na lista da Seleção Brasileira aos 20 anos e coroou uma trajetória que, poucos meses atrás, ainda parecia distante.
A história do goleiro com o Cabuloso, porém, começou muito antes de ele ganhar espaço entre os profissionais. Nascido em Perdigão, no interior de Minas Gerais, Otávio chegou à Toca da Raposa aos dez anos, em 2016, e passou por todas as etapas das categorias de base do clube. Em 2024, foi vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, antes de dar o passo seguinte rumo ao elenco principal.
A promoção aconteceu em 2025, mas Otávio precisou conviver com a concorrência de goleiros experientes. Começou atrás de Cássio e Léo Aragão e, já em 2026, aparecia novamente como terceira opção, desta vez atrás de Cássio e Matheus Cunha. A hierarquia, no entanto, começou a mudar quando as oportunidades surgiram.
A lesão de Cássio abriu espaço inicialmente. Depois, as atuações de Matheus Cunha abaixo do nível esperado fizeram com que Otávio ganhasse uma chance, e o goleiro aproveitou. Aos poucos, deixou de ser apenas uma promessa formada na Toca para se tornar uma opção real no time, conquistando a titularidade mesmo após o retorno de Cássio.
Foi justamente essa evolução que chamou a atenção de Ancelotti. Ao assumir a Seleção no pós-Copa, o italiano deixou claro que a renovação do elenco seria considerada, inclusive considerando a idade dos jogadores. Otávio, aos 20 anos, se encaixou nesse perfil e foi chamado como um dos estreantes da lista.
Para o Cruzeiro, a convocação vai além do reconhecimento individual. É também a confirmação de que um jogador formado dentro da Toca conseguiu transformar uma condição de terceira opção em uma oportunidade de representar o país. E, para Otávio, defender a Seleção Brasileira representa o ponto mais alto de uma caminhada que começou ainda na infância.


