O clima no Mineirão foi de cobrança antes do reencontro do Cruzeiro com sua torcida. Após as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, os torcedores fizeram questão de demonstrar a insatisfação com o momento do clube e direcionaram críticas ao elenco e a integrantes da diretoria.
A manifestação aconteceu durante o aquecimento dos jogadores, cerca de 40 minutos antes do início da partida contra o Athletico-PR. Os torcedores levantaram cartazes com cobranças por uma mudança de postura e também fizeram críticas nominais a membros do departamento de futebol e à família Lourenço.
Presente no estádio, Pedro Lourenço acompanhou de perto o protesto. O dono do Cruzeiro fez sinais de desaprovação diante das manifestações, deixando clara a sua reação às cobranças vindas das arquibancadas.
Apesar disso, Pedrinho também teve seu nome gritado pelos torcedores e respondeu acenando para a arquibancada. O movimento, entretanto, teve como principal alvo o elenco, que ouviu gritos como “time pipoqueiro” e “tem que ter raça para jogar no meu Cruzeiro”.
A cobrança aumentou no momento em que os jogadores entraram em campo para a partida. Parte da torcida chegou a entoar um aviso direcionado ao time diante da possibilidade de mais um resultado negativo:
“Se o Cruzeiro não ganhar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar”.
Os protestos não aconteceram apenas no Mineirão. Durante a semana, torcedores já haviam espalhado faixas por diferentes pontos de Belo Horizonte, com críticas ao elenco, ao diretor de futebol Bruno Spindel e ao técnico Artur Jorge. Até então, a Toca da Raposa não havia sido alvo de manifestações.
Mesmo com a recuperação no Brasileiro, a sequência de eliminações aumentou a pressão sobre o clube. E a reação de Pedrinho no Mineirão mostrou que a cobrança da torcida chegou a um ponto no qual nem o principal responsável pelo Cruzeiro ficou distante do ambiente de tensão.


