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Diretoria do Flamengo pode ter cometido irregularidade no Maracanã

O Flamengo está no centro de uma apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro relacionada à operação do Maracanã. O caso envolve partidas realizadas ao longo de 2026 e também inclui o Fluminense, que administra o estádio em conjunto com o Rubro-Negro.

O Ministério Público abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na venda de ingressos para jogos realizados no Maracanã. A suspeita é de que, em determinadas partidas, a quantidade de bilhetes comercializados tenha ultrapassado a capacidade prevista para alguns setores do estádio.

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST). Mais de dez partidas de Flamengo e Fluminense disputadas no Maracanã neste ano estão sendo analisadas pelo órgão.

Segundo o MPRJ, foram identificados confrontos nos quais o número de torcedores que acessaram determinados setores teria sido superior ao limite estabelecido para aqueles espaços. O objetivo, agora, é entender como ocorreu essa diferença entre a capacidade prevista e o público registrado em cada área.

Uma das possibilidades analisadas pelo Ministério Público é a ocorrência de uma espécie de “overbooking” na comercialização dos ingressos. Caso tenha havido venda acima da capacidade dos setores, a situação poderia provocar superlotação e comprometer a segurança dos torcedores dentro do estádio.

Apesar da investigação, ainda não existe uma conclusão de que Flamengo ou Fluminense tenham efetivamente cometido irregularidades. O procedimento está em fase de apuração, e os clubes terão a oportunidade de apresentar informações sobre a comercialização e o controle de acesso aos jogos.

O MPRJ já acionou ambas as equipes para prestarem esclarecimentos sobre os casos analisados. Flamengo e Fluminense receberam prazo de até 15 dias para encaminhar os dados solicitados pelo órgão.