Flamengo: caso de Bruno Henrique avança na Justiça

O caso de suspeita de manipulação de apostas envolvendo Bruno Henrique, do Flamengo, teve um novo desdobramento na Justiça comum. O recurso apresentado pela defesa do jogador chegou recentemente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e será analisado pelo ministro Joel Ilan Paciornik.

Conforme apurado pelo portal ‘UOL’, o magistrado decidirá sobre o andamento do processo criminal no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O Ministério Público local acusa o atleta de estelionato por supostamente forçar uma punição em campo.

O lance que motivou a denúncia ocorreu em 2023, durante a 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Flamengo enfrentava o Santos no estádio Mané Garrincha, em Brasília, e acabou perdendo a partida pelo placar de 2 a 1.

Nos acréscimos do segundo tempo, o camisa 27 cometeu uma falta no adversário Soteldo e recebeu o cartão amarelo. Logo em seguida, o atacante reclamou de maneira muito agressiva com o árbitro Rafael Rodrigo Klein, que aplicou o cartão vermelho direto.

A investigação criminal começou de fato em novembro de 2024, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. A apuração iniciou após três casas de apostas diferentes relatarem movimentações financeiras incomuns focadas em punições para o jogador rubro-negro naquele confronto.

Durante as diligências policiais, as autoridades realizaram operações de busca e apreensão. Os celulares de Bruno Henrique e de seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, foram confiscados, e as mensagens trocadas entre ambos serviram como prova na esfera esportiva.

Além do jogador e de seu irmão, a Justiça investiga outras sete pessoas no mesmo inquérito. A lista de alvos inclui a cunhada e a prima do atleta, somadas a mais cinco indivíduos suspeitos de participar do esquema.

Na esfera desportiva, o atacante já foi julgado e condenado no final do ano passado. A punição inicial determinava a suspensão por 12 partidas, mas a decisão de última instância converteu a pena em uma multa de R$ 100 mil, enquanto o processo criminal segue em andamento.