Em uma longa briga judicial, Flamengo e Paolo Guerrero parecem ter colocado um ponto final em um imbróglio que já dura cerca de oito anos. De acordo com informações da ESPN, o Rubro-Negro comunicou à Justiça do Rio de Janeiro que chegou a um acerto com o atacante, que atualmente defende o Alianza Lima, do Peru.
Na mesa estavam dois processos movidos pelo Flamengo contra o jogador, envolvendo cobranças que, somadas, chegavam a aproximadamente R$ 2 milhões. Os valores definidos no acordo são mantidos em sigilo, mas a petição informando o desfecho das tratativas foi anexada na última segunda-feira, indicando o encerramento da disputa entre as partes.
Em uma das ações, a defesa de Guerrero chegou a afirmar que o Fla estaria tentando se “vingar” do atacante por conta de seu acerto com o Internacional, ainda em agosto de 2018.
“O Flamengo pretende atribuir a Guerrero consequências econômicas amplas, incluindo a perda de título ou premiação, redução do número de associados, diminuição de vendas, prejuízos com ingressos e impactos sobre patrocínios, com mera intenção de ‘se vingar’ de sua frustração por não ter obtido sua renovação com o atleta”, diz parte da manifestação.
Nesse processo, o Rubro-Negro buscava uma indenização de R$ 200 mil por danos morais e acionava tanto Guerrero quanto a Federação Peruana de Futebol. Depois de anos de movimentações e pedidos de despachos na Justiça, o clube informou que as partes finalmente chegaram a um entendimento, embora os detalhes financeiros não tenham sido divulgados.
Na segunda ação, a quantia cobrada pelo Flamengo era bem maior: R$ 1,8 milhão. O clube buscava a devolução de valores gastos durante os 120 dias em que Guerrero permaneceu suspenso. A passagem do peruano também ficou marcada pela suspensão de 14 meses imposta pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) por doping, após testar positivo para um metabólito da cocaína. Posteriormente, Guerrero conseguiu um efeito suspensivo que permitiu seu retorno aos gramados.
Apesar da cobrança, o Flamengo sofreu derrotas ao longo da disputa e chegou a ser condenado a pagar ao atacante honorários advocatícios equivalentes a 10% do valor da causa, aproximadamente R$ 180 mil. O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, antes do acordo informado agora pelo Rubro-Negro, encaminhando o fim de uma disputa iniciada há vários anos.


