A rivalidade entre Flamengo e Vasco ganhou um novo capítulo, desta vez longe dos gramados e dentro da Justiça. O presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o BAP, entrou com um processo contra Pedrinho, mandatário vascaíno, após declarações consideradas ofensivas pelo dirigente do Flamengo.
A ação tramita na 1ª Vara Cível da Regional de Bangu e tem como principal pedido uma indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 40 mil. Além do valor, BAP também solicita que Pedrinho faça uma retratação pública pelos comentários feitos contra ele.
O episódio que motivou o processo ocorreu em 19 de agosto, durante o embarque da delegação do Vasco para Assunção, no Paraguai. Na ocasião, Pedrinho fez questão de separar suas críticas ao dirigente da instituição Flamengo e direcionou os ataques diretamente a BAP.
“Vou falar da pessoa BAP. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do BAP especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”, disse.
Na sequência, o presidente vascaíno explicou o motivo de considerar BAP hipócrita. A crítica estava relacionada à atuação do dirigente rubro-negro em questões envolvendo a situação financeira e jurídica do Vasco e, segundo Pedrinho, à postura adotada pelo Flamengo em assuntos que envolvem seus próprios interesses.
“Hipócrita porque ele usa a frase: ‘Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro. É para o Campeonato Brasileiro ter uma isonomia, um processo legal’. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa”, afirmou.
O pano de fundo da discussão envolve a situação econômica do Vasco. O Flamengo acionou a Agência Nacional de Regularização e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para buscar esclarecimentos sobre as condições financeiras do clube de São Januário.
Na avaliação rubro-negra, a movimentação é necessária diante das dívidas vascaínas e dos investimentos realizados recentemente no mercado. O Vasco contratou o volante Santiago Sosa, ex-Racing, e o atacante Facundo Colidio, que estava no River Plate. As duas operações somam aproximadamente R$ 60 milhões.
A defesa de BAP sustenta que Pedrinho fez ataques pessoais, reforçando que o próprio dirigente vascaíno afirmou estar falando especificamente da pessoa física do presidente do Flamengo. Segundo o processo, não houve retratação até o momento da ação. O documento também aponta que as declarações tiveram ampla repercussão e foram reproduzidas por pelo menos 16 veículos de comunicação nas 48 horas seguintes.


