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Vídeo: jornalista vascaíno avalia contratações do Flamengo

O Flamengo oficializou, na terça-feira (01), as contratações de Anthony Valencia, que usará número que pertencia a Arrascaeta, e Joaquín Freitas. Jovens, o Rubro-Negro mudou o perfil das contratações mais recentes e, desta vez, fez apostas no mercado para substituir a saída de Gonzalo Plata. Um movimento que despertou ceticismo em Lucas Pedrosa, da CazéTV.

Ao analisar as chegadas e também a aposta do clube neste novo método, Pedrosa não descartou a chance de acerto, mas levantou exigências que podem pesar no período de adaptação ao estilo do Flamengo.

“Eles podem dar certo? Claro que podem, porque eles vão jogar rodeados de craques, rodeados de grandes jogadores. Só que, cara, vestir a camisa do Flamengo não é algo fácil. Vestir a camisa do Flamengo é algo que requer o mental já estabelecido. Você tem que ter, como a maturidade que o Samuel Lino teve, pra dar a volta por cima. Eu não sei se esses jovens atletas vão ter a característica de conseguir chegar e vestir essa camisa”, e completou:

“Porque quando o torcedor do Flamengo espera um reforço, é um reforço pra agregar ao time. É um reforço no nível Carrascal, que pode ter os seus altos e baixos, mas tá, se consegue entregar de alguma maneira. Esses jogadores que a gente tá citando aí, eles me parecem numa linha de contratação muito parecida com a do Juninho. Muito parecida”, concluiu.

Reforços do Flamengo

A chegada de Anthony Valencia e Joaquín Freitas ao Flamengo acontece em um momento de renovação do ataque. Depois das negociações de Gonzalo Plata com o Dínamo Moscou, da Rússia, e de Wallace Yan com o Bragantino, o clube buscou no mercado duas alternativas para o setor.

Aos 19 anos, Freitas, primeiro a desembarcar na cidade, deixou o River Plate e chegou ao Rio de Janeiro na segunda-feira (31). A passagem pelo clube argentino, aliás, ficou marcada por uma ascensão rápida. Revelado pelo Acassuso, da segunda divisão, o jovem começou na equipe sub-20 do River em 2024, mas não demorou para mudar de patamar.

Em 34 partidas como centroavante pelas categorias de base do River, Freitas balançou as redes 11 vezes e ainda contribuiu com três assistências. O rendimento acelerou sua promoção ao time principal, comandado por Marcelo Gallardo à época. Aos 18 anos, fez a estreia entre os profissionais e passou a conquistar espaço até se firmar no grupo.

E Anthony?

Valencia, por sua vez, chega com uma trajetória diferente, mas também marcada pela formação em clubes conhecidos por revelar jogadores. Ainda adolescente, ele apareceu no Deportivo Azogues antes de ser captado pelo Independiente del Valle, do Equador, uma equipe que tem na formação de atletas uma de suas principais características. Depois de atingir a maioridade, o atacante seguiu para o Royal Antwerp, da Bélgica, que defendia até então.

No clube belga, Valencia inicialmente integrou as categorias de base e a oportunidade no elenco principal apareceu em 2022, quando foi promovido. O equatoriano apresentou bons números, mas teve a trajetória prejudicada por lesões. Em 2025, sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho e, atualmente, está recuperado.

Valencia tem passagens também pela seleção equatoriana e integrou o grupo que disputou a Copa do Mundo de 2026, embora não tenha entrado em campo. Na equipe nacional, inclusive, concorria pela mesma posição ocupada por Plata.