O Fluminense esteve a poucos minutos de deixar a Arena da Baixada com uma vitória de peso, mas viu o triunfo escapar nos acréscimos em uma jogada que provocou muita revolta no lado tricolor. Depois de virar o placar para 3 a 2, a equipe carioca sofreu o empate em uma cobrança de pênalti marcada após choque entre Fábio e Kevin Viveros, lance contestado pelos jogadores e pela comissão técnica.
Após a partida, Marcão explicou as alterações feitas na reta final. A principal delas foi a entrada do zagueiro Jemmes, justamente quando o Fluminense tentava proteger a vantagem e lidar com a pressão aérea do adversário.
“Essa mexida foi realmente em cima disso, eles colocaram mais um homem de dentro, colocamos mais um zagueiro para a gente fechar, abrir a linha em cinco”, explicou.
A entrada de Savarino também fez parte da estratégia. O atacante substituiu Hulk, que já demonstrava desgaste, e foi escolhido por sua capacidade de ajudar o time a manter a posse de bola em um momento de forte pressão.
“Savarino é um homem de posse, o Jemmes tentava tirar essa bola aérea. Começaram a forçar muito o jogo por dentro, a gente bloqueava e colocava mais gente ali por dentro”, completou Marcão.
O planejamento quase funcionou. Depois de um primeiro tempo movimentado, com Leozinho abrindo o placar e Hulk empatando, o Furacão voltou a ficar na frente com Benavídez. Entretanto, um erro de Santos permitiu o empate do Fluminense, e Ignácio completou a virada aos 32 minutos.
Quando o resultado parecia assegurado, Viveros caiu na área após o contato com Fábio. A arbitragem apontou a marca da cal, e o próprio atacante converteu aos 49 minutos, definindo o 3 a 3. O empate manteve o Athletico-PR em terceiro, com 45 pontos, enquanto o Fluminense permaneceu em quarto, com 42.


