O clima no Grêmio enfrenta instabilidade após protestos da torcida. Contudo, Luís Castro mantém postura confiante sobre a evolução do time. O foco é o jogo decisivo pela Copa do Brasil contra o Mirassol, onde a comissão técnica espera apoio total das arquibancadas na Arena.
A eliminação na Sul-Americana para o Bolívar gerou cobranças diretas ao treinador. Apesar da pressão, o português informou, em coletiva de imprensa, que não pedirá demissão. Ele também rebateu as recentes especulações sobre os valores da sua rescisão contratual.
Irritado com o debate financeiro, o técnico considerou as falas desrespeitosas. “Não vou desistir, vou estar determinado e não é uma questão, como às vezes eu vejo, com muita falta de respeito mesmo, falam da multa, falam de não sei o quê. O meu rastro é de não desistir, não é nada disso”.
Para justificar o foco apenas no esporte, ele lembrou seu passado. “Eu já estive no futebol com 5, 6 meses sem receber e segui a minha vida dentro do próprio clube e o que me fez sempre estar determinado é a ambição que eu tinha, de chegar longe com a equipe que tinha em mãos”.
O contrato atual vai até o fim de 2027, com um salário estipulado em R$ 2 milhões mensais. Se a diretoria optar pela demissão, o Grêmio terá que arcar com o valor total estipulado no documento até o encerramento do prazo.
Dentro de campo, a comissão técnica baseia sua avaliação nos números. Contra o Mirassol, houve equilíbrio nas finalizações. Para defender a atuação, Luís Castro utilizou novamente os dados táticos, destacando uma expectativa de gols de 3,9 na partida anterior.
Apoiado nos dados, o treinador afirma que o grupo tem uma boa evolução. “É assim que eu vou continuar, determinado, confiante de que vamos fazer coisas boas e coisas muito boas. Eu compreendo a emoção do resultado, mas eu também tenho que me agarrar à racionalidade dos números. E os números, mais uma vez, dizem que estamos no caminho certo”.


