O Grêmio não poderá contratar reforços para a temporada sem autorização. A agência de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aplicou um transfer ban preventivo no clube. A decisão vai de encontro com a apresentação de um plano de pagamento coletivo a credores que o Tricolor fez à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão que aplica as regras de fair play financeiro da CBF, colocou um bloqueio preventivo no Grêmio pelo clube ter incorrido no chamado Evento de Insolvência. Com isso, o órgão determinará se o Tricolor poderá contratar um reforço ou não.
Assim, caso o Grêmio queira contratar algum jogador, precisará passar pelo escrutínio do órgão. Essa possível contratação só poderá acontecer se a soma do gasto com contratações for inferior ou igual ao da venda de atletas. Ou seja, o que o Tricolor faturou com a venda de jogadores será o teto para possíveis novas chegadas.
A outra determinação também mira a austeridade da gestão. O Grêmio só poderá contratar um atleta se o salário pago a ele não ultrapasse a folha salarial atual. A medida adotada junto ao Tricolor é pioneira dentro do futebol brasileiro. Até então, nenhum outro clube tinha enfrentado essas restrições.
As preocupações com o fair play financeiro aumentaram no Brasil a partir de janeiro de 2026, quando o novo sistema de sustentabilidade e saúde financeira da CBF entrou em vigor. Com ele, há um teto de gastos com os elencos, onde os clubes da Série A não podem gastar mais de 70% da receita com salários e direitos de imagem do time profissional.
Dentre os itens observados pela Anresf estão o controle das dívidas, onde o pagamento em dia de salários, impostos e transferências é são fiscalizados pelo órgão. As contas dos clubes passam a ser analisadas três vezes por ano, nos meses de março, julho e novembro. Entre as punições estão sanções que variam desde advertências até a perda de pontos ou rebaixamento em caso de reincidência.


