Nesta terça-feira (19), o Grêmio emitiu uma nota oficial comunicando que o meia Miguel Monsalve foi afastado do elenco principal da equipe por “questões técnicas e de composição do grupo principal”. Algumas horas depois, o pai do jogador rebateu o clube gaúcho, disse que Monsalve possui muito profissionalismo e tem um grande carinho pelo Imortal.
De acordo com informações apuradas pelo ge, existe mais um motivo pela decisão de afastar Monsalve. Nesta janela de transferências, o meia recebeu algumas propostas para deixar o clube, porém, optou por permanecer em Porto Alegre, o que não teria agradado a diretoria do Tricolor gaúcho.
A reportagem do ge ainda entrou em contato com Ramiro Monsalve, pai do jogador, que deixou claro o profissionalismo do jogador com o clube, mas disse que respeita a decisão tomada pelo Grêmio. Ramiro ainda disse que oscilar é completamente normal dentro do futebol e que seu filho pode agregar ao elenco comandado por Luís Castro.
“Falo com conhecimento de causa: conheço meu filho melhor do que nada, sua rotina e o quanto se esforça por melhorar, tanto pessoal, quanto profissionalmente. Conta com seu próprio nutricionista, realiza treinamentos adicionais com um preparador físico e trabalha com um coach mental. Se cuida muito, evita distrações e é muito responsável por sua profissão”, iniciou.
“Respeito a decisão técnica de afastá-lo, mas considero que a direção, ou quem quer que decidiu afastá-lo, está o administrando mal. Ele é um ativo do clube, não é um jogador custoso, e jamais recebeu uma só queixa sobre seu comportamento. Merece ser mais valorizado, receber uma oportunidade real. Tem talento e capacidade”, completou.
Miguel Monsalve chegou ao Grêmio há pouco mais de dois anos, em julho de 2024, quando veio do Independiente Medellín, da Colômbia. Na atual temporada, o meia disputou apenas 13 partidas com a camisa gremista e foi as redes uma vez. Seu contrato com o Tricolor gaúcho possui validade até o final de 2028.
Veja abaixo a mensagem completa de Ramiro Monsalve:
“Infelizmente, creio que se está dando uma má administração. Ele não merece isso. É verdade que está trabalhando com a base e, com o devido respeito e carinho que tenho pelo clube, creio que a direção do Grêmio ou quem deu a ordem não está administrando seu caso da melhor maneira possível. Falo com conhecimento de causa: conheço meu filho melhor do que nada. Conheço sua rotina e o quanto se esforça por melhorar, tanto pessoal, quanto profissionalmente. Sei que conta com seu próprio nutricionista, realiza treinamentos adicionais com um preparador físico e trabalha com um coach mental. Se cuida muito, evita distrações e é muito responsável por sua profissão.
Pode ter momentos em que seu rendimento não está no ponto máximo, mas isso não se deve a uma falta de autocuidado, nem vontade, se não simplesmente a que é um ser humano e o rendimento flutua de forma natural. Ele sempre quer dar o melhor de si pelo Grêmio, já que sente um profundo carinho pelo clube. Quando sofreu uma lesão no pé, viajou a Alemanha por conta própria e com autorização do clube para garantir uma recuperação adequada e voltar a estar disponível para a equipe. É um jogador jovem, com muito que aprender e muito a acrescentar no plantel.
Respeito a decisão técnica de afastá-lo, mas considero que a direção ou quem quer que decidiu afastá-lo, está o administrando mal. Ele é um ativo do clube — não é um jogador custoso — e jamais recebeu uma só queixa sobre seu comportamento. Merece ser mais valorizado e receber uma oportunidade real. Tem talento e capacidade. Já demonstrou. Sobretudo, é um ser humano maravilhoso. Por fim, não é casualidade que foi capitão de uma equipe da Colômbia (Independiente de Medellín) com 20 anos. Isso é a prova de seu profissionalismo e de respeito que sente pela instituição e pela profissão. Confio muito no meu filho. E sei que Deus está com ele”, disse Ramiro.


