O Internacional foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após episódios registrados no Gre-Nal de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O julgamento da Quarta Comissão Disciplinar analisou as ocorrências relatadas na súmula e definiu penalidades para o clube e para o diretor executivo Fabinho Soldado.
A principal punição ao Colorado foi uma multa de R$ 2 mil pelo atraso no início do clássico. A partida precisou ter seu começo retardado em razão da fumaça provocada pela torcida no estádio. Os auditores consideraram o episódio passível de punição e decidiram de forma unânime.
Além da multa aplicada ao Internacional, o processo também envolveu Fabinho Soldado. O dirigente havia sido denunciado por manifestações consideradas desrespeitosas contra a arbitragem comandada por Ramon Abatti Abel. As reclamações aconteceram nos vestiários após o clássico.
Inicialmente, a comissão disciplinar estabeleceu uma punição de 15 dias de suspensão. No entanto, a pena acabou convertida em advertência. Dessa forma, Fabinho não precisará cumprir o período de afastamento que havia sido determinado inicialmente.
O contexto da reclamação também foi levado em consideração. O dirigente demonstrou insatisfação com decisões tomadas durante o Gre-Nal, especialmente em relação a um lance envolvendo Carlos Vinícius, do Grêmio, e Bruno Gomes, do Internacional.
Posteriormente, a comissão de arbitragem da CBF reconheceu que o atacante gremista deveria ter sido expulso pela cotovelada no lateral colorado. O episódio aumentou a repercussão das críticas feitas pelo dirigente.
O julgamento também determinou uma multa de R$ 2 mil ao Grêmio, por atraso no retorno ao campo depois do intervalo. Assim, os dois clubes acabaram penalizados por situações distintas relacionadas ao clássico.
As decisões da Quarta Comissão Disciplinar foram tomadas em primeira instância. Por isso, o Internacional e as demais partes envolvidas ainda podem recorrer ao Pleno do STJD.


