Após a goleada por 4 a 0 sobre o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras vira a chave e pensa na Copa do Brasil. O técnico Abel Ferreira projetou o confronto contra o Fortaleza e apontou que o clube se mobilizará em torno da partida em busca de passar de fase e buscar o título da competição.
“O Palmeiras em todas as competições que entra, não há como, entra para ganhar. Entra para competir e para ganhar”, iniciou.
O treinador apontou que a preparação da próxima partida passará pelo relatório dos departamentos de análise de desempenho e médico, para entender quais jogadores estarão aptos para enfrentar o Laion.
“Agora, eu vou ver como é que os meus jogadores estão. Tivemos jogadores que hoje jogaram, e não te vou dizer qual deles, mas jogaram com muito sacrifício. Eu tenho uma equipe de guerreiros. Tenho uma equipe onde todos metem os interesses da equipe acima dos interesses individuais. E quando tu treinas jogadores deste nível, estás preparado para competir em todas as competições, e é isso que eu sinto. Mesmo em momentos difíceis, como foi a derrota do último jogo, vamos agora, amanhã, analisar, juntamente com o núcleo de saúde e performance, ver quais são os resquícios do jogo de hoje, do último jogo, e depois tomar as melhores decisões para essa competição que é mata-mata, dois jogos, e estamos em todas as competições, e queremos lutar por todas elas”, finalizou.
Abel falou das polêmicas
Antes da coletiva do treinador, o presidente do Rubro-Negro Fábio Mota havia criticado a não expulsão de Maurício por uma cotovelada em Cacá, o treinador do Palmeiras então minimizou a situação e disse que o lance esteve “no limite” entre expulsar e não expulsar.
“Justamente o lance que o presidente do Vitória veio falar aqui a respeito da disputa de bola do Maurício com o Cacá. O que eu te posso dizer, e aceito que tenham opinião diferente da minha, que para mim é no limite. Aqui dentro desta sala, se fosse a perguntar a ti e aos teus colegas, 50% diziam sim, 50% diziam não. Então está no limite. E essa decisão depois ficou com o árbitro. E o árbitro decidiu não dar vermelho e amarelo”, argumentou.
Abel Ferreira continuou falando sobre as decisões da arbitragem. Ele questionou os jornalistas presentes na sala de imprensa se havia dúvidas quanto a expulsão de Cacá.
“O Cacá no Arias. O que gerou a expulsão, há dúvidas? Há dúvidas? Estou perguntando a sua opinião. Estou-te a perguntar se tu tens dúvidas. Se tens dúvidas. A minha opinião não importa. Eu não sou comentarista. O que importa é a sua opinião. Como não há dúvidas? Tu viste o mesmo que eu? Estou-te a fazer a pergunta. Há dúvidas? Eu não estou a falar que tem dúvidas. Então eu vou-te dar a minha opinião. Perfeito. E aceito também controvérsia. Obrigado. Para mim não há dúvida absolutamente nenhuma. Aliás, vocês viram a perna dele, não viram? Viram a perna dele. Pronto. Para mim não há dúvidas e o árbitro só seguiu a regra”, disse.
Ao comentar a expulsão de Luan Cândido, Abel argumentou que o zagueiro tem um histórico que atos semelhantes como o gesto em que indicou que o árbitro estaria “roubando” o Vitória.
“Conheces o histórico do Luan Cândido? Conheces o histórico dele? Pois, mas devias conhecer. Essa é uma das vossas funções. Devias conhecer. Aquele gesto é claro. Aquele gesto é muito claro. Certo? O que é que o Árbitro fez? Podes-me dizer? Seguiu as regras. É preciso ter coragem, é para seguir as regras”, disse.
O ato semelhante que Abel Ferreira se refere é quando Luan Cândido ainda era jogador do Bragantino. Em 2022, pela 32ª rodada do Brasileirão, ele apontou o dedo do meio para a torcida do Santos, foi expulso e, posteriormente, punido com uma multa pelo Massa Bruta.


