A proibição das casas de apostas esportivas no Brasil provocou mudanças nos contratos de patrocínio dos clubes e deixou em aberto o futuro de acordos firmados com empresas do setor. No Palmeiras, a presidente Leila Pereira criticou a forma como a medida foi adotada pelo governo federal e defendeu o cumprimento dos compromissos comerciais já estabelecidos.
Em entrevista à ge tv, no domingo (11), a dirigente classificou a decisão como “muito abrupta” e afirmou que a mudança pegou os clubes de surpresa. Leila também destacou o peso financeiro dos contratos e a importância de preservar a credibilidade do país nas relações comerciais.
— Foi uma decisão muito abrupta do governo (Lula), nós tínhamos contratos em andamento. Pegou todos os clubes de surpresa, é um valor extremamente significativo. Não deixamos de receber porque esse ano já tinha sido pago. Mas acho que vai ter solução nos próximos dias. Os contratos precisam ser cumpridos, até por uma questão de credibilidade para o nosso país.
O Palmeiras tem contrato com a Sportingbet até dezembro de 2027. Segundo Leila, o clube já recebeu os valores previstos para 2026, o que evita uma perda financeira imediata referente à temporada. A presidente, porém, não descartou a necessidade de negociar o futuro da parceria caso a proibição continue em vigor.
A dirigente também descartou a possibilidade de buscar patrocinadores pontuais para ocupar o espaço máster da camisa alviverde enquanto a situação não for resolvida. A intenção é respeitar o vínculo existente com a Sportingbet e buscar uma saída negociada, caso seja necessário encerrar o acordo.
— Mas não vamos colocar (parceiros pontuais), temos patrocinador, temos contrato até dezembro de 2027, e vamos honrar. Se permanecer a proibição, vamos conversar para ver o que é possível fazer para finalizar o contrato de uma forma amigável, com muito profissionalismo, mas não vai existir nenhum patrocínio pontual nosso.
A medida provisória que proibiu a atividade das casas de apostas entrou em vigor em outubro e interrompeu as operações das plataformas abrangidas pela decisão. A mudança atingiu um mercado que havia sido regulamentado no país em 2023 e abriu discussões sobre os efeitos da proibição nos acordos comerciais em andamento.


