Leila Pereira confirmou que deixará a presidência do Palmeiras ao término de seu segundo mandato, em dezembro de 2027, e afirmou que não pretende continuar trabalhando no futebol. A declaração acontece em meio às movimentações políticas no Verdão e também à repercussão envolvendo integrantes de sua família e a compra de 90% da SAF do Vasco.
Durante o lançamento da chapa Palestra ao Conselho Deliberativo, em São Paulo, Leila deixou claro quais serão seus próximos passos depois de encerrar o ciclo no clube. “E quando eu sair do Palmeiras, em dezembro de 2027, eu vou voltar de onde eu vim, eu vou voltar para as minhas empresas, me dedicar às minhas empresas”, afirmou a presidente.
Nos bastidores, a sucessão de Leila já começa a ganhar espaço. Paulo Buosi, atual vice-presidente do Palmeiras, aparece como um dos nomes cotados para assumir o comando do clube e deverá contar com o apoio da mandatária. Até lá, Leila ainda terá mais de um ano à frente da administração alviverde antes de concluir seu segundo mandato.
Ao mesmo tempo, a relação da família da presidente com o Vasco tem provocado repercussão entre conselheiros e torcedores palmeirenses. Marcos Lamacchia, enteado de Leila e filho do empresário José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa, venceu o leilão para adquirir 90% da SAF vascaína por meio da Almirante Participações e Empreendimentos S.A.
A operação envolvendo o clube carioca está avaliada em aproximadamente R$ 2 bilhões. No Palmeiras, a movimentação provocou questionamentos principalmente pela ligação de José Roberto Lamacchia com o clube. Marido de Leila, o empresário também integra o Conselho Deliberativo alviverde, e sua permanência passou a ser questionada por parte dos palmeirenses nos bastidores.
Leila, por sua vez, negou que a movimentação envolvendo sua família e o Vasco represente qualquer divisão de atenção nos bastidores. A presidente reforçou que, enquanto estiver à frente do Palmeiras, seguirá totalmente concentrada nos interesses do clube e no trabalho desenvolvido durante seu mandato.


