O impasse sobre a carga de ingressos para a torcida visitante é assunto nos bastidores da semifinal da Libertadores entre Palmeiras e Fluminense. As equipes se enfrentam no dia 14 de outubro, no Maracanã, e decidem a classificação no dia 21, no Nubank Parque, local do problema logístico.
A dificuldade operacional nasce do choque entre as regras do torneio e a estrutura da arena. A organização exige o repasse de 4 mil bilhetes para os adversários, enquanto o setor de visitantes do estádio palmeirense comporta de forma segura apenas cerca de 2 mil pessoas.
Dobrar a capacidade desse espaço esbarra na segurança pública. A Polícia Militar classifica a ampliação como uma operação complexa e de alto risco, apontando limitações físicas e viárias na área externa do estádio, que dificultam a chegada segura da torcida rival.
Apesar da necessidade de resolução, a corporação indica que o Palmeiras ainda não protocolou um pedido oficial para adequar a arquibancada. A situação foi repassada à ESPN pelo Tenente-Coronel PM Valdinei Arcanjo da Silva, comandante do 2º Batalhão de Polícia de Choque.
As autoridades de segurança pública aguardam a movimentação formal do clube mandante para agir. Somente após receber a documentação, a polícia poderá iniciar o estudo prático de viabilidade técnica, mapeando os impactos tanto no interior da arena quanto nas ruas do entorno.
“Precisamos ir com cautela agora. É um assunto delicado. A ideia é discutir todos os aspectos com o Palmeiras e demais órgãos envolvidos”, afirmou o Tenente-Coronel, desmonstrando a necessidade de alinhamento entre as partes.
A questão pode ser solucionada por uma exceção prevista no próprio regulamento de segurança. A CONMEBOL desobriga o cumprimento da carga mínima caso exista uma determinação oficial das forças do estado proibindo ou restringindo a presença de torcedores adversários no local.
Para utilizar esse recurso institucional, a diretoria alviverde precisará cumprir prazos. O laudo policial atestando a inviabilidade de receber os tricolores deve ser enviado à confederação, com a devida fundamentação técnica, no mínimo oito dias antes da data do jogo decisivo.


