A relação entre Gabigol e Tite voltou ao centro das atenções após o atacante relembrar um dos episódios mais marcantes de sua trajetória no Flamengo. Em entrevista à TV Record, o jogador afirmou que não se arrepende de ter acompanhado os xingamentos da torcida rubro-negra ao então técnico da Seleção Brasileira durante a comemoração dos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores de 2022.
Na ocasião, Gabigol havia ficado fora da convocação para a Copa do Mundo do Catar, decisão que gerou forte reação dos torcedores. Durante o desfile em trio elétrico, a torcida entoou um coro contra Tite, e o atacante admitiu que participou da manifestação. Anos depois, ao comentar o episódio, disse que repetiria a atitude nas mesmas circunstâncias.
“Isso aí foi no trio elétrico, e a torcida começou a cantar: ‘Tite, vai para aquele lugar’. Cantei. Estava muito louco também. Duas Libertadores…”.
Questionado se faria o mesmo atualmente, o atacante respondeu de forma direta: “Ah, do jeito que eu estava lá, naquele estado? Mandaria”.
Apesar do episódio, Gabigol ressaltou que a convivência com Tite, quando trabalharam juntos no Flamengo em 2024, foi marcada por respeito mútuo, ainda que houvesse divergências em alguns momentos. Segundo o jogador, não existiram ofensas pessoais durante o período em que estiveram no clube.
“Ele sempre me respeitou, sempre respeitei ele. Nunca houve: ‘Vai para aquele lugar’. Nunca. Houve desentendimento? Um, dois. Coisa que ele falava, eu não concordava, eu falava e ele não concordava? Teve. A gente tinha uma relação boa? Uma relação que eu tenho com o Cuca, com todos os outros treinadores? Com todos os outros, minha relação é sempre fenomenal. Com ele eu tinha? Não”.


