Calote? Santos ainda não recebeu valor milionário dos Emirados Árabes

O Santos enfrenta dificuldades para equilibrar as contas e resolver pendências financeiras. Em meio a dívidas com jogadores e ex-integrantes da comissão técnica, o clube esperava receber um valor importante pela venda de um atleta formado na base.

O Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, ainda não pagou os US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) pela contratação do lateral-direito João Pedro Chermont. A negociação foi fechada no fim de setembro, mas o clube árabe pediu mais prazo para quitar a dívida e não definiu uma data para o depósito.

Segundo as informações divulgadas, o Sharjah alegou dificuldades no fluxo de caixa e pediu ao Santos que evite levar o caso à Fifa. A diretoria santista, por enquanto, mantém as conversas com os Emirados Árabes para tentar resolver a situação sem abrir uma disputa formal.

O atraso pesa no planejamento financeiro do Peixe. O clube contava com o dinheiro da transferência para quitar compromissos com o elenco, incluindo valores de direitos de imagem. Como o pagamento não chegou, a diretoria precisa buscar alternativas para cumprir as obrigações.

A situação é delicada porque o Santos acumula uma dívida superior a R$ 1 bilhão, segundo informações divulgadas neste ano. O clube também precisa administrar cobranças relacionadas a contratações e rescisões contratuais, além de pendências com atletas e profissionais que passaram pela Vila Belmiro.

Outro problema são os transfer bans impostos pela Fifa, que impedem o registro de reforços enquanto determinadas dívidas não forem quitadas. Em outubro, o Santos informou ter depositado R$ 950 mil para tentar derrubar três das sete punições que estavam registradas. Ainda assim, outras quatro sanções permaneciam ligadas a uma dívida superior a R$ 17,5 milhões com o ex-técnico Pedro Caixinha e integrantes de sua comissão técnica.

O Santos ainda pode receber mais US$ 1 milhão pela venda de Chermont, caso o jogador cumpra metas previstas em contrato. O valor não ficará integralmente com o clube: o Coritiba tem direito a uma taxa de vitrine de 10%, e a divisão dos direitos econômicos também reduz a quantia que efetivamente entrará nos cofres santistas.