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Crise e Mercado: Torcida do Santos pressiona Cuca após eliminação, e clube busca reforços baixo custo

O Santos vive dias de forte cobrança e movimentação após a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil. O empate sem gols contra o Palmeiras na Vila Belmiro na última quarta-feira (3) sacramentou a queda da equipe, que precisava reverter a derrota por 3 a 0 sofrida no jogo de ida. Além disso, a desclassificação esgotou a paciência dos torcedores, que elegeram o técnico Cuca como o grande culpado pelo resultado.

A principal bronca se deve à estratégia adotada pelo treinador: poupar os titulares na primeira partida e ir com força máxima no jogo de volta, quando a desvantagem já era muito elástica. A decisão, aliás, cobrou um preço altíssimo, resultando nas lesões de jogadores cruciais como Barreal, Lucas Veríssimo e Neymar. O camisa 10 sentiu dores na coxa direita e precisou ser substituído ainda no intervalo, o que minou a criatividade da equipe.

Mesmo com a queda e com a bronca, a torcida mostrou que pretende estar ao lado da equipe na sequência decisiva. Nas arquibancadas, os torcedores cantaram “domingo é guerra” e fizeram questão de incentivar os jogadores, em uma demonstração de apoio antes de um confronto importante pelo Brasileirão.

Assista:

O clima para este domingo tem motivo claro. Isso porque o Santos ocupa a 14ª colocação do Brasileirão, com 29 pontos. Para se ter ideia, o Vasco, primeiro time do Z4, tem 25, mesma pontuação do Internacional, próximo adversário do Peixe e 18º lugar da competição nacional.

A postura dos torcedores na Vila Belmiro mostra justamente a importância atribuída ao próximo compromisso. Mesmo frustrada pela eliminação na Copa do Brasil, a torcida preferiu transformar o momento em incentivo e convocação para a batalha no Campeonato Brasileiro.

Santos no mercado

Em meio à tensão pelo momento no Brasileirão e aos novos desfalques, a diretoria corre contra o tempo no mercado da bola. A missão é suprir as carências do elenco de Cuca sob uma política financeira bastante rígida. O clube busca apenas jogadores livres ou por empréstimo, sem custos de aquisição.

Esse modelo funcionou nas chegadas de Lima (emprestado pelo Fluminense), Arthur, que estava livre e teve a contratação viabilizada diretamente por Neymar, e Rodinei. O staff do camisa 10 aportou recursos para quitar o “transfer ban” em troca de espaços no uniforme, auxiliando na janela.

Rodinei também chegou sem custos após rescindir amigavelmente com o Olympiacos da Grécia.