segunda-feira, agosto 31, 2026
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Ex-jogador do Santos é alvo de operação que investiga tráfico de drogas e armas

O nome de Hayner, lateral-direito de 30 anos que pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova-GO, apareceu entre os investigados pela Operação “A Tropa”, uma ofensiva de grande porte contra uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro.

A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo em conjunto com forças de segurança do Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal, alcançou diferentes pontos do país. Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, com cumprimento das ordens em municípios capixabas e também em outros estados.

O envolvimento de jogadores profissionais entrou no radar dos investigadores a partir de uma apreensão realizada em 2024. Na ocasião, um suspeito foi preso após uma tentativa de homicídio em Serra, no Espírito Santo, e teve o celular recolhido pelas autoridades.

A análise do aparelho teria revelado conversas, registros de movimentações financeiras e transferências realizadas por Pix que ajudaram a direcionar a investigação. A partir desses dados, os policiais passaram a apurar possíveis relações entre integrantes do grupo criminoso e atletas profissionais.

No caso dos jogadores investigados, uma das linhas analisadas pela polícia é a possibilidade de utilização de contas bancárias para movimentar recursos ligados ao grupo. As autoridades buscam esclarecer a origem e a finalidade das transações identificadas durante a investigação.

A operação mobilizou aproximadamente 100 policiais civis, 38 viaturas e dois helicópteros, demonstrando a dimensão da ofensiva. Além da Grande Vitória, as equipes atuaram em Afonso Cláudio e em endereços localizados no Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.

Apesar de Hayner aparecer entre os investigados, é importante destacar que ser alvo de uma investigação não significa condenação ou comprovação de envolvimento nos crimes apurados. Cabe às autoridades reunir elementos capazes de esclarecer a eventual participação de cada pessoa citada no caso.

O nome “A Tropa” foi escolhido em referência à forma como os próprios investigados, segundo as autoridades, se identificavam em comunicações internas. A apuração continua concentrada na estrutura financeira e operacional da organização, incluindo as movimentações que possam ter relação com tráfico e lavagem de dinheiro.