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Saídas geram prejuízo, diretoria avalia pedido de Cuca e punição da Conmebol: as últimas notícias do Santos

Sabemos que nem sempre é possível acompanhar tudo o que acontece com o Santos ao longo do dia. Pensando nisso, nossa equipe preparou um resumo com as informações mais recentes envolvendo o Peixe, para que você fique por dentro dos principais acontecimentos. Confira abaixo.

Punição da Conmebol por conta de Barreal

O Santos terá de arcar com uma multa após Barreal receber cartão amarelo durante o confronto contra o Macará, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O meio-campista foi advertido depois de cometer uma falta sobre Bolaños para interromper a jogada. Pelo regulamento da Conmebol, cartões aplicados durante a competição também representam custos financeiros para os clubes.

Nas fases eliminatórias da Sul-Americana, cada cartão amarelo gera uma multa automática de 500 dólares, valor equivalente a aproximadamente R$ 2,6 mil na cotação considerada.

Uma expulsão direta tem peso maior: a cobrança prevista é de 2 mil dólares, cerca de R$ 10,4 mil. Dessa forma, a advertência recebida por Barreal acrescenta mais uma despesa ao Santos.

As multas ficam ainda mais elevadas em uma eventual decisão da competição. Na final, um cartão amarelo passa a custar 2 mil dólares, enquanto uma expulsão direta resulta em cobrança de 4 mil dólares, quantia superior a R$ 20,8 mil. Dentro de campo, o duelo contra o Macará começou com o Santos em desvantagem, mas Gabriel Barbosa empatou após passe de Neymar e Willian Arão marcou o gol da virada no segundo tempo.

Diretoria avalia pedido de Cuca por reforços

Cuca pediu até três reforços para aumentar as opções do elenco do Santos, mas a diretoria não pretende atender à solicitação neste momento. O treinador manifestou a necessidade de fortalecer o grupo diante da disputa simultânea do Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil, porém a situação financeira do clube faz com que outras obrigações sejam tratadas como prioridade.

Após a derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR, Cuca externou sua preocupação com as alternativas disponíveis no elenco.

“Se a gente puder quebrar o transfer ban e fortalecer. Virem dois ou três jogadores que encorpam o elenco e precisamos disso. É um desabafo que faço. Gosto de trabalhar com os guris, mas nesse momento não é o ideal”, afirmou.

Apesar do pedido, o Santos ainda possui dois meses de direitos de imagem pendentes com os jogadores, além de uma nova parcela com vencimento no dia 20.

Outro problema é o transfer ban imposto pela Fifa devido a uma dívida com o Monaco relacionada à contratação de Jean Lucas, realizada em 2023. Para retirar a punição e voltar a registrar jogadores, o Peixe precisaria desembolsar aproximadamente R$ 12 milhões, pagamento que não aparece entre as principais prioridades da diretoria. Com uma dívida total superior a R$ 1 bilhão apontada no balanço financeiro de 2025, a tendência é que Cuca continue recorrendo ao elenco disponível e às categorias de base.

Saídas de patrocinadores geram prejuízo milionário

O Santos também enfrenta uma redução importante nas receitas provenientes de patrocínios. A saída de parceiros comerciais que ocupavam espaços no uniforme principal representa um impacto de aproximadamente R$ 18 milhões. Até a metade do ano, o clube contabilizava cerca de R$ 60 milhões anuais em faturamento com os patrocinadores da camisa, mas o montante sofreu uma queda considerável com o encerramento dos acordos.

Entre as baixas está a Ney By Day, empresa de bebidas ligada à NR Sports, agência administrada pelo pai de Neymar. A marca estampava a faixa de capitão e não renovou o vínculo após o término do contrato, que representava aproximadamente R$ 3 milhões por ano.

A CorpX, presente na barra da camisa, também deixou o clube após uma rescisão antecipada e sem cobrança de multa, enquanto as Farmácias Nissei encerraram uma parceria de dois anos na qual investiram R$ 7,5 milhões.

O cenário amplia os desafios financeiros enfrentados pela administração santista, que já precisa administrar atrasos em direitos de imagem e o transfer ban. Para tentar compensar a perda das receitas, a diretoria trabalha na busca por novos parceiros comerciais e pretende fechar contratos capazes de oferecer “valores atualizados e melhores” ao orçamento. A reposição dos patrocinadores passa a ser uma das frentes importantes para reduzir o impacto dos R$ 18 milhões que deixaram de entrar nos cofres do Peixe.