A decisão de Alan Franco de deixar o São Paulo envolveu conversas diretas com Rafinha, que assumiu o cargo de executivo de futebol do clube, mas sobretudo um desejo pessoal. O dirigente contou que tentou manter o zagueiro no elenco e afirmou que Alan Franco não havia sido informado de que teria menos oportunidades, mas o jogador manteve o desejo de sair.
“Em nenhum momento ele foi comunicado que não ia jogar. Então foi uma decisão do atleta. O Alan quis ir embora. Ele me comunicou, me chamou algumas vezes. Eu tentei contornar. Chamamos o Dorival, chamamos ele, conversamos com ele. Muitas vezes”, afirmou Rafinha ao ge.
Durante o período de negociação interna, o executivo relatou que Alan Franco tinha a percepção de que encontraria dificuldades para atuar após não receber os minutos que esperava na primeira passagem de Dorival pelo São Paulo. Rafinha, porém, apresentou ao defensor a avaliação de que o cenário poderia ser diferente e que ele teria oportunidades.
Com o anseio do jogador pela saída, o clube buscou uma alternativa para o setor defensivo e contratou Domingos Duarte. A chegada do reforço liberou, então, Alan Franco para defender o Tigres, do México, por empréstimo.
Alan Franco virou problema?
Rafinha também ressaltou que a decisão não teve relação com problemas causados pelo zagueiro dentro do clube. Segundo o executivo, o argentino mantinha uma relação positiva com os companheiros e com os funcionários, além de ter importância como liderança no elenco são-paulino.
“O Alan é um jogador que tem todo o carinho de todos os jogadores, de todo o staff do clube. É um cara que nunca deu problema aqui […]. Mesmo assim, ele não quis ficar. Ele queria mudar, então nós optamos por ceder o empréstimo dele para o Tigres do México. É ruim pra nós? Muito ruim. Mas como nós vamos ficar com o jogador que não quer jogar aqui?”, completou.


