O São Paulo definiu uma nova estratégia para atravessar a janela de transferências diante das limitações financeiras do clube. Com quatro reforços encaminhados antes mesmo da abertura oficial do período de contratações, nesta segunda-feira (20), a diretoria passou a priorizar acordos de menor impacto econômico, com atletas livres no mercado ou negociações estruturadas.
A ideia não é apenas diminuir o valor gasto nas chegadas, mas também reorganizar a folha salarial. Nesse sentido, enquanto busca novos jogadores, o clube trabalha para abrir espaço financeiro com saídas de atletas que não fazem parte dos planos. Alan Franco, por exemplo, foi emprestado ao Tigres. Já Tapia negocia sua ida para o Columbus Crew, e Luan deve rescindir contrato. Há ainda o caso de Cédric Soares, colocado no mercado pelo Tricolor.
Outro ponto importante: o departamento financeiro acompanha cada operação realizada pelo futebol. A estratégia envolve contratos com bônus de produtividade, pagamentos escalonados e cláusulas de desempenho. Esse modelo busca distribuir parte do risco das negociações, já que os ganhos dos jogadores podem aumentar conforme a participação e o desempenho.
Nova estratégia do São Paulo
Essa mudança de postura é conduzida por Rafinha e Felipe Carvalho, com aprovação do presidente Harry Massis Júnior. Após a saída de Rui Costa, a dupla passou a comandar interinamente o departamento de futebol, e o movimento levou o presidente a efetivar o ex-lateral tricolor como diretor executivo.
“A nova condução do futebol acelerou negociações que já estavam em andamento e concentrou esforços em atletas livres ou em operações de baixo impacto financeiro”, registrou o UOL, responsável pela informação.
Reforços encaminhados
Victor Sá, Domingos Duarte, Aurélio Buta e Newton chegam ao CT da Barra Funda sem cifras milionárias de transferência. A diretoria atual entende que a combinação entre planejamento financeiro e oportunidades encontradas no mercado podem fortalecer o elenco sem comprometer o orçamento.
Victor Sá chega após o fim do contrato com o Krasnodar, enquanto Aurélio Buta ficou livre depois de encerrar seu vínculo com o Eintracht Frankfurt. Já Domingos Duarte se encaixou no planejamento ao reduzir a pedida salarial para assinar por duas temporadas.
Newton, em contrapartida, representa uma operação diferente. Isso porque o volante será comprado em definitivo, mas com estrutura de negócio para reduzir o impacto no caixa a médio prazo. Segundo o UOL, “a ideia é diminuir a opção de compra do venezuelano para um valor próximo ao da aquisição do volante, permitindo uma compensação financeira caso o Botafogo decida permanecer com o zagueiro ao fim do empréstimo”.
Próximos passos
Há três frentes no planejamento a curto e médio prazo. O primeiro é concluir as saídas de jogadores fora dos planos para transformar negociações em economia de salários. Depois, integrar rapidamente os quatro reforços ao elenco e consolidar esse modelo de engenharia financeira em futuras operações.


