O São Paulo deve cerca de R$ 1 milhão ao Novorizontino pela contratação de Djhordney. O clube do Morumbi tem cinco dias para pagar o Tigre do Vale e evitar outra punição. Caso não efetue o pagamento, o Tricolor se tornará a primeira equipe brasileira a receber um transfer ban da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que começou a operar neste ano.
O valor de R$ 1 milhão seria pago em cinco parcelas de R$ 200 mil. No entanto, o São Paulo não realizou nenhum pagamento ao Novorizontino. No contrato, havia uma cláusula que determinava que o Tricolor teria de arcar com o valor total de uma só vez caso atrasasse uma das parcelas. Ainda assim, o Soberano não efetuou o pagamento.
No último mês, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) advertiu o São Paulo e deixou claro que o clube tinha 45 dias para regularizar o débito com o Novorizontino. Em caso de descumprimento, o time do Morumbi sofreria automaticamente um transfer ban. Na ocasião, o São Paulo divulgou uma nota oficial afirmando que havia chegado a um acordo com o Novorizontino. Pouco tempo depois, porém, o clube de Novo Horizonte também emitiu um comunicado, mas desmentiu a existência do acordo.

A dívida do São Paulo com o Novorizontino está sujeita à regra de transição da Anresf, que prevê punições para débitos gerados pelos clubes após a publicação do regulamento, em janeiro. Já as dívidas anteriores a esta temporada só podem gerar sanções a partir de dezembro. O Tricolor ainda pode evitar o transfer ban se apresentar à agência um novo acordo para o pagamento do débito, com a aprovação do Tigre do Vale.
Neste momento, as diretorias conversam em busca de um acordo. Os dirigentes são-paulinos estão otimistas, mas pregam cautela, visto que, em um passado recente, as partes também avançaram nas negociações, mas as tratativas não foram concluídas. Caso o acordo seja firmado, o Tricolor se comprometerá a realizar o pagamento em três parcelas ainda em 2026.
O São Paulo sofre com problemas de fluxo de caixa e aguarda a aprovação do acordo com a Ticketmaster para a gestão de ingressos no MorumBIS. O Conselho Deliberativo votará a proposta no dia 29 deste mês. Caso seja aprovado, o acordo prevê que a empresa pague R$ 110 milhões antecipadamente ao clube.


