Na última terça-feira (11), a corretora New Honest acionou a justiça para cobrar um valor de R$ 7,5 milhões do São Paulo sobre o contrato de patrocínio com a Unimed. A New Honest alega que participou diretamente nas negociações e assim, deseja “uma fatia do bolo”. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Pedro Lopes, do UOL.
Segundo informações do jornalista, o acordo entre São Paulo e Unimed prevê um pagamento de R$ 15 milhões anuais até o final de 2028, podendo se estender até dezembro de 2030, ano do centenário do clube. Caso o acordo se prorrogue por mais tempo, o tricolor poderá embolsar cerca de R$ 75 milhões.
O argumento da New Honest é de que a corretora possuía autorização do departamento de marketing do clube para buscar possíveis patrocinadores. Com essa ajuda, a empresa teria direito a receber cerca de 10% sobre os patrocínios que ajudasse a viabilizar para o clube. Vale destacar ainda que, a New Honest realiza serviços de corretagem de planos de saúde para funcionários e atletas do São Paulo.
Durante uma reunião do Conselho de Administração, dirigentes do São Paulo levantaram dúvidas sobre a atuação da corretora e as condições em que a intermediação estava sendo feita. A estrutura da empresa também chamou a atenção. A New Honest tinha a sede social registrada no próprio Estádio do MorumBIS e capital social de apenas R$ 1 mil. Após os questionamentos, o clube decidiu encerrar a relação com a corretora.
Mesmo após o rompimento com a New Honest, São Paulo e Unimed fecharam um acordo de patrocínio, mas sem que a corretora recebesse seu valor de comissão. Assim, a empresa passou a cobrar judicialmente uma comissão de 10% sobre os valores previstos no contrato, considerando os pagamentos anuais da parceria até atingir o montante de R$ 7,5 milhões.
A Justiça rejeitou e arquivou o pedido apresentado pela corretora. Essa decisão se deu por conta de que a New Honest entrou na justiça antes de terminar o prazo dado pela própria empresa para que o São Paulo respondesse sobre a cobrança. A corretora não concordou com o entendimento e decidiu recorrer.
O São Paulo ainda não recebeu uma notificação oficial sobre a ação. No processo, a New Honest tenta provar que teve participação nas conversas com a Unimed e apresentou documentos para sustentar a versão, entre eles credenciais de um evento voltado ao mercado de planos de saúde e registros de uma reunião que teria sido marcada entre a corretora e a operadora no fim do ano passado. A corretora também usa como argumento o depoimento de Eduardo Toni, ex-diretor de marketing do clube. Antes de deixar a função, ele declarou que a New Honest participou das negociações com a Unimed de forma autorizada e dentro dos procedimentos do São Paulo.


