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Justiça aprova entrada de até R$ 150 milhões nos cofres do Vasco

O Vasco ganhou um importante respiro financeiro justamente no momento em que o futuro de seu futebol começa a ser redesenhado. A Justiça do Rio de Janeiro autorizou um financiamento de até R$ 150 milhões para a SAF, medida que também está ligada ao processo para a venda do controle do futebol cruz-maltino.

A decisão foi assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

O recurso será contratado na modalidade DIP, financiamento destinado a empresas em recuperação judicial, e terá como financiadora a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., ligada ao grupo de Marcos Lamacchia, empresário interessado em assumir o comando da SAF vascaína.

No entanto, o dinheiro não será liberado integralmente de uma vez. A Justiça determinou que os repasses aconteçam conforme a necessidade de caixa da SAF. Além disso, a utilização dos valores ficará submetida ao acompanhamento de auditores e administradores judiciais.

A medida é considerada fundamental para evitar um agravamento da crise financeira. Relatórios apresentados no processo apontavam para a possibilidade de a SAF alcançar um rombo de aproximadamente R$ 200 milhões caso não recebesse novos recursos. Em análises anteriores, também foi verificado que 61,8% dos valores emprestados anteriormente tiveram destinação ao futebol e ao pagamento de credores.

A autorização do financiamento está diretamente conectada ao processo de venda de 90% das ações da SAF. A Justiça marcou para 25 de setembro, às 14h, a audiência pública competitiva que poderá definir o novo controlador do futebol vascaíno.

Lamacchia entrará no procedimento como proponente inicial, com uma proposta que prevê R$ 500 milhões em aportes diretos no futebol, divididos em cinco parcelas de R$ 100 milhões. Além disso, o grupo terá direito de preferência e poderá igualar uma eventual oferta superior apresentada por outro interessado.

O caminho foi aberto após o acordo entre o Vasco e a 777 Carioca LLC, antiga investidora da SAF. A empresa americana declarou que não se opõe à venda do controle, retirando um dos principais obstáculos para a operação.