A diretoria do Vasco planeja contratar um novo empréstimo DIP (Debtor-in-Possession), modalidade destinada a empresas em recuperação judicial, no valor de R$ 120 milhões com a Almirante Participações e Empreendimentos S.A. O clube pretende utilizar o novo aporte em contratações de jogadores e melhorias no Centro de Treinamento, considerados investimentos, e não no fluxo operacional, como ocorreu com o empréstimo anterior.
Os recursos seriam aportados indiretamente pelo empresário Marcos Lamacchia, responsável pela Almirante Participações. Em outubro do ano passado, o Vasco contratou um empréstimo de R$ 80 milhões, também na modalidade DIP, com a Crefisa, empresa de Leila Pereira. Caso Lamacchia seja escolhido como novo investidor do futebol, esse valor será convertido em capital da nova SAF. Caso contrário, o clube terá que quitar a dívida com a empresa.
Lamacchia está ciente da necessidade de um novo aporte, mas pretende aguardar o avanço do processo competitivo para a venda da SAF antes de liberar mais recursos. Enquanto isso, o Vasco tenta convencer a juíza responsável pelo caso a agilizar a abertura do edital para a disputa pela compra da SAF. A diretoria planeja solicitar o novo empréstimo logo depois dessa etapa.
A nova operação também teria impacto nas finanças do clube. Segundo o planejamento, o aporte ajudaria o Vasco no fluxo de caixa operacional e no pagamento de credores e jogadores. A Almirante Participações, por sua vez, largou na frente como investidor âncora, posição que permite apresentar uma proposta inicial e garante direito de preferência durante o processo competitivo.
Caso a Crefisa apresente novamente os recursos com condições financeiras mais vantajosas, a Almirante terá que igualar a proposta para manter a preferência. O acordo prevê que o investidor também mantenha as contas do clube em dia durante a operação.
Pedrinho, presidente do Vasco, explicou como funcionará o processo de venda da SAF: “Havendo uma proposta maior, ele tem o direito de igualar essa proposta. Igualando, ele (Lamacchia) fecha o negócio. Se não tiver maior que a dele, a proposta dele vence e a gente vai para os ritos normais. Passando pelo Deliberativo, depois os votos na Assembleia Geral e finaliza a operação”, explicou.


