O Vasco da Gama fechou um novo contrato para o fornecimento de seu material esportivo com a Nike em maio de 2025. O vínculo comercial entrou em vigor a partir da temporada de 2026 e possui duração garantida até o fim de 2032.
Segundo detalhes do documento revelados pelo portal ‘GE’, o acordo não estipula o pagamento de um valor fixo anual ao clube. Essa é uma prática incomum no mercado atual. Assim, a remuneração vascaína dependerá de duas frentes: royalties sobre as vendas e bônus por desempenho esportivo.
O repasse dos royalties funcionará a partir de uma tabela progressiva, baseada na quantidade de produtos licenciados vendidos anualmente. O clube receberá 12% se vender até 200 mil peças. A taxa sobe para 15% entre 200.001 e 500 mil unidades, atingindo 18% para vendas acima de 500 mil itens.
A premiação estipulada para os títulos do futebol masculino profissional obedece aos seguintes valores: Mundial de Clubes (R$ 1,5 milhão), Copa Intercontinental (R$ 650 mil), Libertadores (R$ 600 mil), Campeonato Brasileiro (R$ 400 mil), Copa do Brasil (R$ 325 mil), Sul-Americana (R$ 275 mil), Campeonato Carioca (R$ 100 mil), Recopa (R$ 50 mil) e Supercopa (R$ 50 mil).
Para o departamento de futebol feminino, o contrato prevê somente uma bonificação financeira atrelada a troféus. A equipe receberá R$ 50 mil em caso de título da primeira divisão do Campeonato Carioca. Questionada oficialmente sobre as cláusulas e valores do compromisso, a diretoria do clube preferiu não se manifestar.
A definição pela fornecedora norte-americana gerou divergências internas na cúpula do time. Uma ala da gestão defendeu a parceria devido ao posicionamento de mercado e peso global da marca. Outra parte dos dirigentes preferia o acerto com a Puma, pois a oferta financeira era considerada superior.

