Jorge Jesus está muito próximo de assumir o comando da seleção de Portugal, mas o acordo ainda não foi oficializado. A Federação Portuguesa de Futebol abriu negociações formais com o treinador de 71 anos e trabalha para concluir os últimos detalhes contratuais nos próximos dias.
As conversas já avançaram nas bases salariais, restando apenas ajustes relacionados aos bônus por metas. Para realizar o desejo de comandar a seleção portuguesa, Jorge Jesus aceitou reduzir significativamente o salário em relação ao que recebia no Al-Nassr, da Arábia Saudita, onde foi campeão nacional na última temporada. A expectativa da federação é fechar o acordo até domingo (12), com anúncio oficial na próxima semana, caso não haja novos entraves.
Informações publicadas pelo jornal A Bola apontam que Jorge Jesus deve assinar contrato até a Copa do Mundo de 2030. O vínculo prevê remuneração inferior a 4 milhões de euros brutos por ano, cerca de R$ 23,6 milhões na cotação atual, valor bem abaixo dos aproximadamente 12 milhões de euros anuais que recebia no futebol saudita.
O presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, conduz pessoalmente as negociações e trata a definição do novo treinador como prioridade após a saída de Roberto Martínez, eliminando nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Jorge Jesus também recusou recentemente propostas da seleção da Arábia Saudita e do Fenerbahçe, mantendo o foco na possibilidade de dirigir Portugal.
Caso o acordo seja confirmado, Jorge Jesus comandará Portugal no ciclo até 2030, incluindo a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, que será disputada em Portugal, Espanha e Marrocos.
A tendência é que ele leve sua comissão técnica habitual, formada pelos auxiliares João de Deus e Fábio Jesus, pelo preparador físico Márcio Sampaio e pelos analistas Rodrigo Araújo e Gil Henriques, além da possibilidade de contar com Pepe em uma função na comissão técnica.

