O ex-atacante Robinho, que acumulou passagens por clubes como Santos, Atlético-MG, Real Madrid e Seleção Brasileira, teve sua pena de nove anos por estupro reduzida mais uma vez. A Justiça autorizou o corte de 72 dias da condenação do ex-jogador.
De acordo com apuração do portal ‘G1’, a nova decisão foi oficializada neste mês de setembro. A redução do tempo de prisão é um resultado direto das atividades do ex-atleta, que tem se dedicado ao trabalho, à leitura e aos estudos.
O cálculo da remição de pena aprovada pelo juiz ficou bem definido em três frentes. O ex-jogador conseguiu abater 49 dias por concluir horas de estudo, 12 dias pela leitura de três obras literárias e mais 11 dias pelos serviços prestados no presídio.
A carga horária de estudos do ex-atleta incluiu aulas regulares do EJA e qualificação pelo Senai. Contudo, a Justiça barrou a tentativa da defesa de utilizar certificados de cursos profissionalizantes à distância, justificando que a prática não cumpre as regras da Lei de Execução Penal.
A estratégia dos advogados segue um padrão que já trouxe resultados neste ano. Em janeiro, o ex-jogador do Milan já havia conseguido diminuir a reclusão em 160 dias por realizar atividades semelhantes, dentro de um processo que corre em sigilo judicial.
A rotina atual de Robinho acontece no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior do estado de São Paulo. Ele foi transferido para a unidade em novembro de 2025, um espaço voltado estritamente para detentos primários e sem vínculos com facções criminosas.
O caso criminal teve origem na Itália, onde ocorreu o estupro coletivo no ano de 2013, mas a execução da sentença foi transferida definitivamente para o Brasil em 2024. A legislação nacional exige o cumprimento mínimo de 40% do tempo em regime fechado, o que deve manter o ex-atacante preso até 2027.


