Vídeo: Textor é muito sincero ao falar sobre a torcida do Botafogo

O empresário norte-americano John Textor mantém o desejo de retomar o comando da SAF do Botafogo. Em seus encontros com os botafoguenses, ele relata receber pedidos frequentes de retorno. Nessas conversas, o clima costuma envolver emoção e lágrimas de ambas as partes.

As informações foram reveladas em entrevista concedida à reportagem da ESPN na última terça-feira (18). Durante a conversa, Textor deixou claro que a equipe carioca segue como a sua prioridade esportiva e que já existe um planejamento traçado para reassumir a gestão do clube de forma definitiva.

“As pessoas me abraçam. Elas ainda choram, assim como eu choro com elas quando conversamos sobre as ótimas experiências que tivemos e os grandes fracassos e sucessos que vivenciamos”, declarou. Veja abaixo:

Apesar da convicção, o executivo admitiu desgaste com as sucessivas disputas judiciais enfrentadas recentemente. Esse cenário turbulento resultou em seu afastamento oficial do cargo em abril deste ano, após uma determinação do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), órgão com sede no Rio de Janeiro.

Para reverter a decisão e recuperar o controle do grupo Eagle Bidco, que detém 90% da SAF botafoguense, o norte-americano move processos no Brasil, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Segundo o próprio, houve progressos nos tribunais estrangeiros e a expectativa atual recai sobre a Justiça brasileira.

Mesmo incomodado com a situação política e jurídica, o empresário reforçou sua posição de principal acionista e avisou que continuará brigando pelo time. “Eu sou o dono deste clube […] Posso estar farto, mas não desisto. Eu nunca desisto”, garantiu o investidor.

No âmbito financeiro, Textor negou categoricamente que o grupo GDA Luma tenha assumido o controle da SAF do Botafogo. Ele classificou a empresa investidora apenas como uma credora da instituição, rejeitando qualquer interferência direta deles na administração rotineira do futebol.

O executivo também criticou a atual condução do Botafogo Social, hoje comandado por João Paulo Magalhães. O antigo aliado tornou-se um desafeto público, o que ficou evidente em sua declaração direta sobre o dirigente: “Eu não me comunico mais com o JP (Magalhães). Eu mal o reconheço…”.

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