A diretoria do Vasco obteve um grande reforço financeiro no início desta semana. A gestão recebeu R$ 65 milhões em caixa, verba que integra um empréstimo total de R$ 150 milhões, e já iniciou a programação de pagamentos nesta segunda-feira (14).
Segundo o portal ge, o montante servirá prioritariamente para quitar débitos urgentes. A lista de pendências envolve parcelas atrasadas da Recuperação Judicial e acordos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas, além de garantir a folha salarial dos atletas, quitar contratações recentes e cobrir a manutenção do departamento de futebol.
Esse dinheiro, contudo, não será a última captação do clube até o término de 2026. O planejamento indica a necessidade de adquirir ao menos outros R$ 50 milhões para equilibrar as contas da temporada, o que se soma ao crédito de R$ 80 milhões tomado junto à Crefisa no ano passado.
Conforme as informações registradas no processo, a operação de R$ 150 milhões foi fechada com a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., vinculada ao empresário Marcos Faria Lamacchia. A oferta foi escolhida por apresentar os termos mais vantajosos durante a prospecção de investidores no mercado.
A liberação desse crédito foi autorizada por decisão judicial na última quinta-feira (10). No mesmo despacho, os tribunais ordenaram o início imediato de uma concorrência para a transferência do controle estrutural e financeiro do futebol vascaíno.
O leilão envolverá a venda de 90% das ações da nova Sociedade Anônima do Futebol, pacote nomeado nos autos como UPI Equity. Os interessados entregarão suas propostas de compra em envelopes fechados, que serão analisados em audiência agendada para o dia 25 de setembro, às 14h.
Com as obrigações financeiras sendo regularizadas, o foco da equipe principal retorna integralmente às competições. Nesta terça-feira, às 19h, o Vasco joga contra o Santa Fe, em São Januário, com o objetivo de avançar à semifinal da Copa Sul-Americana pela primeira vez desde 2011.


