A Medida Provisória (MP) anunciada pelo governo federal restringe as apostas on-line e a publicidade de bets e casas de apostas no futebol brasileiro, com entrada em vigor na próxima terça-feira, 6 de outubro. Diante desse novo cenário, a relação entre o Palmeiras e a Sportingbet (sua patrocinadora máster) entrou em uma fase de redefinição, mas as partes garantem que a parceria “não acabou”.
Ao contrário de outros clubes brasileiros, como o Flamengo, o Palmeiras manteve a patrocinadora nos uniformes de treinamento e nas publicações das redes sociais. O clube paulista tem autorização para estampar a marca da casa de apostas no espaço principal de seu uniforme até o fim do dia 5 de outubro. Contudo, com a entrada em vigor da restrição legal, a exibição do patrocínio não poderá ocorrer na partida contra o Bahia, em 8 de outubro, no Nubank Parque, válida pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo Antônio Forjaz, Head da Sportingbet na América Latina (Latam), a prioridade imediata da empresa de apostas foi alinhar medidas internas, organizar áreas operacionais/tecnológicas e assegurar os compromissos vigentes, que incluem contratos com o Palmeiras e o Vasco, para honrar pagamentos antes de avançar nas conversas com os clubes.
As conversas com a diretoria do Palmeiras vêm ocorrendo de forma contínua. A intenção das partes é buscar um acordo nos bastidores que evite o encerramento do vínculo, trabalhando na construção de alternativas que representem uma solução equilibrada. A suspensão do contrato, porém, não está descartada.
O executivo da Sportingbet ressaltou que a empresa enxerga a parceria com o clube como um projeto de longo prazo e reafirmou o interesse da marca em colaborar com o mercado regulado e os órgãos governamentais no Brasil.
Financeiramente, o patrocínio da Sportingbet responde por uma fatia de pouco menos de 10% da arrecadação anual do Palmeiras. Na última temporada, o valor envolveu R$ 100 milhões fixos e R$ 20 milhões em variáveis por metas. O clube encerrou o ano de 2025 com receita operacional bruta recorde de R$ 1,78 bilhão, impulsionada principalmente por negociações de atletas e pela participação no Mundial de Clubes da Fifa.


