A possibilidade de demissão de Paulo Vieira da TV Globo repercutiu nas redes sociais após uma informação divulgada pelo jornalista Luiz Bacci, no sábado (17). O caso ocorre em meio a uma polêmica envolvendo o humorista e a relação da emissora com figuras políticas durante a campanha presidencial.
Segundo Bacci, a Globo estaria avaliando o desligamento de Paulo Vieira após manifestações públicas do artista. A informação foi reproduzida por outros veículos de comunicação, mas não houve pronunciamento oficial da emissora sobre uma eventual demissão.
A controvérsia ganhou força após um encontro entre Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, na sexta-feira (16). Ao comentar a reunião nas redes sociais, Paulo Vieira publicou a expressão “Que vergonha”, em uma crítica ao encontro.
O humorista também relatou que foi impedido de visitar o camarim do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina realizada pela emissora. Segundo Paulo, a justificativa apresentada foi evitar questionamentos sobre a imparcialidade da empresa.
— Só uma curiosidade: eu fui proibido de ir no camarim do Lula durante a sabatina “pra não levantar dúvidas sobre a imparcialidade”.
A polêmica também ocorre em meio ao debate sobre a imparcialidade da cobertura eleitoral. O encontro entre Flávio e os executivos da Globo aconteceu poucas horas antes da sabatina do senador no Jornal Nacional, enquanto Lula havia participado da entrevista na noite anterior. A diferença de tratamento provocou questionamentos entre apoiadores do presidente e integrantes de sua campanha.
A emissora sustentou que reuniões institucionais com candidatos fazem parte da rotina de empresas de comunicação e ressaltou que a conversa com Flávio não contou com integrantes da direção de Jornalismo.
Paulo Vieira voltou a se manifestar
Paulo Vieira participou, neste domingo (18), do Ato pela Democracia realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O humorista subiu ao palco durante a manifestação e criticou a tentativa de impedir a realização do evento, que reuniu artistas e manifestantes em defesa da democracia e da liberdade de expressão.
A mobilização ocorreu na reta final da campanha presidencial, a uma semana do segundo turno das eleições. O evento contou com a participação de artistas e foi convocado por nomes como Caetano Veloso e Paula Lavigne.