Deborah Secco revela problema que enfrentou por conta de sua irmã

Deborah Secco relembrou experiências da adolescência que influenciaram a maneira como enxergava a própria aparência e revelou que demorou a se considerar uma mulher bonita. Aos 46 anos, a atriz falou sobre as inseguranças que carregou durante parte da vida e explicou como a comparação com a irmã mais nova, Bárbara Secco, afetou sua autoestima.

Em entrevista ao podcast TIG POV, a artista contou que chegou a ser preterida por dois pretendentes que, posteriormente, se envolveram com sua irmã. Segundo Deborah, essas situações contribuíram para que ela ocupasse, dentro da própria percepção, o lugar de uma garota talentosa e divertida, mas que não era considerada bonita.

— Nunca me senti um sex symbol. Eu tenho uma irmã, um ano e meio mais nova, que sempre foi ‘a bonita da família’. E eu sempre fui ‘a menina feia’. Quando era mais nova, dei meu primeiro beijo e o menino duas semanas depois começou a namorar a minha irmã. Depois o menino por quem me apaixonei começou a namorar a minha irmã.

A atriz também relatou que ouviu comentários depreciativos sobre sua aparência no início da carreira. Sem revelar o nome da pessoa, Deborah contou que uma colega de profissão chegou a dizer que ela nunca conseguiria protagonizar uma novela por não ser bonita.

— Eu era magrelinha, molecona, nunca tive esse protótipo da beleza desenhadinha, Barbie, bonitinha. Nunca me vi assim, e no início da minha vida ninguém me enxergava assim também. Eu era legal, muito talentosa, divertida, mas nunca bonita.

A mudança na maneira como a atriz era percebida pelo público aconteceu quando ela tinha entre 17 e 18 anos. Deborah explicou que, ao receber o reconhecimento como uma mulher bonita, passou a se apegar a essa imagem, inclusive porque acreditava que a aparência era um requisito importante para conquistar papéis de destaque na televisão.

— Tirando que tinha uma juventude inteira de meninos que não me queriam, e vazio e buracos de não me sentir amada e desejada. Para ver como os traumas da infância e da adolescência permeiam você para sempre.

Hoje, Deborah afirma ter uma visão mais equilibrada sobre si mesma. A atriz disse que não se considera nem bonita nem feia, mas se enxerga como uma mulher interessante e talentosa. Para ela, as experiências da infância e da adolescência deixam marcas que podem acompanhar uma pessoa mesmo depois da vida adulta.

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