A eleição presidencial do Internacional vai colocar o planejamento do futebol nas mãos de uma nova gestão, mas um dos integrantes do departamento aparece com boas chances de continuar. Abel Braga tem apoio nos diferentes grupos políticos e deve seguir no Beira-Rio em 2027.
José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo disputam a sucessão de Alessandro Barcellos. A tendência é de que o diretor técnico permaneça independentemente do vencedor. A continuidade ainda será discutida com o próximo presidente e não representa uma renovação já acertada. Abel deverá ser convidado a ficar e pretende conhecer o projeto da futura administração antes de definir seu caminho.
O vínculo atual termina em 31 de dezembro de 2026. Contratado para a função em dezembro do ano passado, Abel recebeu atribuições que incluem o apoio à comissão técnica e aos jogadores, a participação na condução do futebol profissional e a integração com as categorias de base.
Antes de assumir o cargo, comandou a equipe nas duas rodadas finais do Brasileirão de 2025, quando o Colorado evitou o rebaixamento. A passagem pelo banco de reservas antecedeu o acerto para trabalhar nos bastidores durante a temporada seguinte.
A permanência no departamento também está alinhada ao desejo de seguir contribuindo fora do banco de reservas. Em setembro, Abel revelou que foi consultado sobre a possibilidade de voltar a treinar o time antes da contratação de Eduardo Baptista.
“Houve perguntas, mas não é o que eu quero. Eu quero servir o Inter”, afirmou o dirigente ao comentar a possibilidade de assumir novamente o comando da equipe.
A próxima direção terá outras decisões sobre o comando do futebol. Eduardo Baptista e o executivo Fabinho Soldado também têm contratos até dezembro. O desempenho na reta final do Brasileiro e a avaliação dos novos dirigentes vão pesar nessas definições.