O técnico Artur Jorge comentou as eliminações do Cruzeiro nas competições de mata-mata e reconheceu que algumas decisões poderiam ter sido diferentes. Em entrevista concedida à Samuca TV, o treinador português destacou a importância da autocrítica, mas ressaltou que os resultados negativos não podem comprometer o trabalho desenvolvido pela equipe.
Ao analisar os reveses na Copa do Brasil e Copa Libertadores, Artur admitiu que derrotas importantes naturalmente provocam questionamentos sobre as escolhas realizadas. Para o comandante, esse processo faz parte do futebol e deve servir como aprendizado para os próximos desafios da temporada.
“Mas tudo aquilo que seja resultados adversos, nós ficamos sempre com a sensação em algum momento de que há coisas que podemos fazer diferente”, disse o treinador, reconhecendo que determinadas situações poderiam ter recebido outras soluções durante os confrontos decisivos.
Apesar disso, o português explicou que analisar uma derrota não significa considerar todas as decisões equivocadas. Segundo ele, existem diferentes possibilidades dentro de uma partida, e as escolhas precisam ser avaliadas levando em consideração as circunstâncias enfrentadas naquele momento.
“Até porque, às vezes pode ser bem pior, às vezes pode ser até muito bem pior. Mas, a diferença e aquilo que é o nosso pensamento, e a nossa autocrítica, e a nossa forma de poder ver, é sempre encontrar soluções para os problemas que nos são colocados”, seguiu.
Artur Jorge também defendeu as decisões tomadas pela comissão técnica durante os confrontos eliminatórios. Embora reconheça que o Cruzeiro não conseguiu alcançar os objetivos desejados, o treinador entende que a equipe buscou as alternativas consideradas mais adequadas para cada situação.
“Esse problema aconteceu, nós naquela altura foi a solução que entendemos ser adequada. Não conseguimos o objetivo, mas isso não pode, de forma alguma, ser um peso ou um mártir em cima de nós, porque tentamos, como disse sempre”, comentou.
Por fim, o comandante reforçou que pretende manter a mesma postura diante dos próximos compromissos. “E isso é um princípio que eu não, não fujo dele. Tentamos sempre dar o nosso melhor e o melhor para aquilo que é a caminhada ou as caminhadas que o Cruzeiro tem pela frente”, concluiu.