O atacante Thierry Henry, de 19 anos, acionou o São Paulo na Justiça do Trabalho e cobra uma indenização de R$ 4.247.291,80. O jogador, considerado uma promessa das categorias de base de Cotia, acusa o clube de negligência médica durante o tratamento de lesões que, segundo sua defesa, prejudicaram o desenvolvimento de sua carreira.
O jovem assinou seu primeiro contrato profissional em 2023, quando recebeu uma multa rescisória de 60 milhões de euros, aproximadamente R$ 360 milhões. A sua trajetória no Tricolor foi marcada por problemas físicos e terminou com o desligamento da equipe em março de 2026.
Na ação, os advogados afirmam que o departamento médico não ofereceu o tratamento adequado para problemas como osteíte púbica e edema glúteo. Henry relata que, ao reclamar das dores, teria ouvido que os sintomas eram “coisa da sua cabeça”, além de receber a orientação “vai para o campo que passa”.
Durante sua passagem por Cotia, o atacante enfrentou lesões nos joelhos, na coxa, no tornozelo, na mão e na região púbica. A defesa sustenta que liberações antecipadas para atividades físicas teriam comprometido sua recuperação e reduzido as possibilidades de consolidação no futebol profissional.
Do valor total solicitado, R$ 2.290.555,56 correspondem ao pedido de indenização por “perda de uma chance”. Os advogados argumentam que as supostas falhas no acompanhamento médico prejudicaram oportunidades profissionais que o jogador poderia ter aproveitado ao longo da carreira.
A ação também inclui pedidos relacionados a danos morais, lucros cessantes, férias vencidas e despesas com tratamentos médicos realizados ou futuros, além de honorários advocatícios de 15%. Os valores apresentados representam reivindicações da defesa e ainda dependem de análise judicial.
Nos bastidores do São Paulo, entretanto, fontes ligadas ao clube apresentam uma versão diferente. Segundo esses relatos, Thierry Henry teria demonstrado menor empenho nos treinamentos após a renovação contratual, perdido espaço no sub-20 e solicitado seu desligamento em março de 2026.
Diante da polêmica, a diretoria do São Paulo informou que ainda não havia sido oficialmente citado no processo e que apresentará sua manifestação quando tiver acesso integral à ação.