O Corinthians avançou nas negociações com a Fever, plataforma internacional de entretenimento e tecnologia de bilheteria, para fechar uma parceria comercial que poderá garantir recursos financeiros imediatos ao clube.
A diretoria comandada pelo presidente Osmar Stábile pretende utilizar parte do dinheiro para quitar pendências com o elenco profissional, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pelo Timão na reta final da temporada.
As conversas envolvem um possível acordo para a gestão de bilheteria, além da inclusão da empresa como patrocinadora da equipe. A negociação prevê o pagamento antecipado de luvas, valor recebido pela assinatura do contrato. A possibilidade de estampar a marca da Fever na camisa alvinegra também está sendo discutida entre as partes.
Segundo informações divulgadas pelo Meu Timão, a intenção da atual diretoria é avançar na elaboração de um pré-contrato antes da eleição presidencial prevista para novembro de 2026. Dessa forma, os principais termos da parceria ficariam encaminhados, embora a continuidade do acordo dependa das decisões da próxima administração.
A negociação também envolve uma questão política importante. Caso o futuro presidente opte por não manter o vínculo estabelecido, poderá haver cobrança de multa contratual, conforme as condições que forem definidas.
O principal objetivo da diretoria é conseguir uma entrada significativa de recursos para regularizar pagamentos pendentes aos jogadores. Atualmente, o clube acumula três meses de direitos de imagem atrasados, com um custo estimado em R$ 10 milhões mensais. Somente essa obrigação representa aproximadamente R$ 30 milhões em valores ainda não quitados.
Além dos direitos de imagem, o clube possui pendências relacionadas a férias e premiações de integrantes do elenco. A regularização desses compromissos é considerada uma prioridade nos bastidores, principalmente pela necessidade de preservar a estabilidade do ambiente de trabalho durante os últimos compromissos do Campeonato Brasileiro.
A possível parceria com a Fever surge como uma alternativa para melhorar o fluxo de caixa sem depender exclusivamente das receitas tradicionais do futebol. A expectativa da diretoria é conseguir alinhar as condições comerciais e garantir recursos para reduzir as dívidas de curto prazo.