Domínguez é sincero sobre DM do Atlético-MG

O técnico Eduardo Domínguez revelou que o Atlético-MG enfrenta dificuldades para recuperar jogadores lesionados e manter o elenco em condições físicas adequadas.

Após a eliminação diante do Grêmio, na semifinal da Copa do Brasil, o treinador explicou por que Fred e Mateo Cassierra não começaram a partida entre os titulares.

O Atlético-MG empatou por 1 a 1 com o Grêmio, neste sábado (7), na Arena MRV, e acabou eliminado após perder o confronto de ida por 2 a 0, em Porto Alegre. Durante a partida, Domínguez precisou administrar as condições físicas de jogadores que estavam retornando do departamento médico.

Ao justificar suas escolhas, o treinador explicou que antecipar a entrada dos atletas poderia comprometer ainda mais o desempenho da equipe. Segundo Domínguez, ambos apresentavam limitações físicas e não tinham condições de suportar uma quantidade elevada de minutos.

“Fred e Mateo (Cassierra) não estavam em condições de jogar tantos minutos. Fred ainda está com a lesão aberta. Então tínhamos que manter o nível do time, Mateo praticamente os dois só fizeram ontem um treino normal, ontem. Quase um mês ficaram fora. O ritmo não é o mesmo, se notou. Fred perdeu algumas bolas que não costuma perder. Sabíamos que era normal, se entrassem antes seria ainda mais difícil criar as opções, mas Fred com a capacidade que tem criou uma das chances mais claras do segundo tempo, e a defesa do goleiro foi incrível”, frisou.

Apesar das dificuldades físicas, Fred participou de uma das oportunidades mais importantes do time no segundo tempo. O jogador encontrou Renan Lodi em condições de finalizar diante de Weverton, mas o goleiro gremista conseguiu realizar uma defesa decisiva. Domínguez valorizou a capacidade do meia de criar a jogada mesmo sem estar em sua melhor condição física, ressaltando que o lance poderia ter mudado o andamento da partida.

Além de comentar a situação dos dois atletas, o treinador foi questionado sobre a quantidade de lesões que atingem o elenco atleticano. Domínguez reconheceu a preocupação e explicou que a sequência de partidas, somada às viagens e à intensidade exigida pelo modelo de jogo, aumenta os riscos físicos.

“Estamos buscando resposta (para tantas lesões), mas quando você joga a cada três dias, é um risco grande que têm os atletas, jogando no nível que tem o time e a proposta de atacar e ter a iniciativa. As viagens são cansativas… Mas, sim, estamos procurando em conjunto procurar as respostas, mas é futebol. É um jogo”, foi além.

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